1/17/2017

ARTISTA ASSOCIADO | ROGÉRIO NUNO COSTA | COPYWRONG


UNIVERSIDADE | YLIOPISTO (2015/20)
um serviço meta-educativo de Rogério Nuno Costa
COPYWRONG (masterclass)
Armazém 22 (Vila Nova de Gaia)
20 e 21 de Janeiro de 2017
com Rogério Nuno Costa, Daniel Pinheiro, Fátima São Simão, Teresa Nobre
A workshop
A conference-performance
A participatory virtual installation
“(...) num sentido muito literal, a universidade kantiana é uma instituição ficcional. A razão só pode ser instituída se a instituição permanecer uma ficção, se funcionar apenas ‘como se’ não fosse uma instituição. Se a instituição se torna real, a razão afasta-se.” [Bill Readings, A Universidade em Ruínas, Angelus Novus, p. 68]
 
Copywrong é uma experiência de criação que pretende contribuir para a clarificação das regras de direito de autor nas artes performativas. Já na sua segunda edição, esta masterclass é parte integrante do processo de co-criação de uma performance-ferramenta educacional dirigida a artistas e criadores das artes performativas, com estreia prevista para Maio de 2017. O programa envolve uma sessão de partilha de experiências e discussão da temática, um workshop sobre direito de autor e Creative Commons, e um primeiro laboratório para a construção da performance final. O projecto conta com o apoio do Awesome Fund (Creative Commons), do futureplaces.org (Universidade do Porto) e do Armazém 22.

UNIVERSIDADE | YLIOPISTO é um projeto duracional de Rogério Nuno Costa para a criação de uma universidade virtual, trans-nacional e trans-artística. Uma escola para ensinar a anular a arte através da Arte (ou vice-versa). Um laboratório de experiências Pop. Uma masterclass intitulada "A preguiça como novo avant-garde". Um workshop intensivo de Kopimismo. Um magazine cooltural. E um partido político demagógico, finlandizado e profil(árctico) a financiar o empreendimento.

O projeto propõe a construção de uma plataforma colaborativa de pensamento interdisciplinar ao longo de 5 anos “letivos”, operando, virtual e fisicamente, entre dois extremos da Europa: Portugal e Finlândia. Grupos de trabalho fluidos (e nómadas) encontrar-se-ão em espaços temporários com o objetivo de elaborar uma proposta híbrida de ensino artístico alicerçado em metodologias “não-artísticas”: como chegar à Arte sem ser através da arte? Uma universidade meta-referencial que oferece um só programa — o dos “estudos universitários” —, num diálogo rizomático e taxonómico entre todas as Artes e todas as Ciências, e num sistema discursivo não-hierárquico e pós-capitalista. Para tal, ensaiar-se-ão novos paradigmas educacionais, experimentar-se-ão novos modos de subjetivação e de partilha de conhecimento, antever-se-ão novos modelos éticos (logo, estéticos) na relação “mestre/aprendiz”, reciclar-se-ão pressupostos que estiveram na origem da missão universitária ocidental e que a (pós-)modernidade, quantitativamente empreendedora e empresarial (ensino enquanto produto, aluno enquanto cliente), terá feito extinguir.
Após a realização de um proto-laboratório em Bucareste em Julho de 2015, em colaboração com o projeto E-motional | rethinking dance, ODD Gallery e Modulab, o Ano Um (2016/17) arrancou oficialmente em Outubro de 2016 na School of Arts Design and Architecture da Aalto University (Helsínquia), num diálogo simbiótico com o programa Visual Culture and Contemporary Art (ViCCA). Até Junho de 2017, realizar-se-á uma série de lectures, workshops, think tanks e publicações alusivas à PETABYTE AGE, temática estruturante para o Ano Um.

MAIS INFORMAÇÃO:

www.universityliopisto.wordpress.com [in-progress website]

1/10/2017

OUTROS FORMATOS II






Esta é a segunda edição de um projeto do BCN – Ballet Contemporâneo do Norte que pretende desafiar os coreógrafos e criadores contemporâneos a proporem o seu trabalho artístico através de uma convocatória para a criação de espetáculos de curta duração integrando o elenco da companhia. 
O projeto engloba cinco peças de curta duração cuja apresentação, em conjunto, terá a duração de um espetáculo regular. Propõe-se para a presente edição a apresentação de dois trios: um de Renata Portas - Que ruído faz o teu corpo contra o meu? - e um de Flávio Leihan - Haiku
Um solo de Jorge Gonçalves - Holding the hands at the tip of my words. 
E dois duetos: da Sade Risku - Incoherent Conversation - e do Sérgio Diogo Matias - Insólidos.  




Flávio Leihan - Haiku

Haiku, é um universo em plena mutação que - sob a forma de seres com cabeças de rãs e de serpentes - se sucedem na génese do universo, apresentando a ideia do “olho de peixe”.

- O homo que ainda vai demorar a tornar-se “sapiens”, que desde há muito se vinha alimentando de cadáveres encontrados nas grutas de Beni-Hassan e de pequenas peças de caça. Os esqueletos dos deuses fingindo que não choram enquanto tapam a boca com as mãos de sangue para que ninguém os ouça. As vozes dos animais no corpo, naquele pedaço do mundo de que me habituei a gostar. O cigarro avulso a um passo decisivo da nacionalidade nova do tempo e do espaço dos seus antepassados.
Portanto, se eu hoje tivesse que orientar um jovem espírito para começar a jornada do transe extático, levá-lo-ia a ser um índio entendido no seu sentido mais amplo, desde as grutas de Beni-Hassan, por um lado, até ao gato Ohno-Tatsumi, por outro. 
Flavio Leihan, 2016

    Haiku, de Flávio Leihan
    © Miguel Refresco

Jorge Gonçalves - Holding the hands at the tip of my words

A convite de Dinis Machado e do Ballet Contemporâneo do Norte fui convidado para coreografar um solo para a Barco Dance Collection. Neste momento, os meus interesses têm-se desenvolvido no que denomino como práticas de indexação e focalização, em específico, no modo como o performer desenvolve estados físicos e não ficcionais em relações interpelativas com uma audiência. Assim, o performer opera num espaço comum e não autónomo da audiência para orquestrar uma coreografia de relações com objetos e espaços imaginários, espectadores e abstrações.

Dinis Machado através processamentos visuais e verbais de acontecimentos performativos, irá
ser conduzido por uma gestualidade compulsiva por entre simulações intermináveis de espaços fictícios e de diferentes temporalidades. Todas as suas palavras e gestos irão revelar um mundo que não existe, mas que é indiciado e apreendido através do seu corpo. O público reside no limiar entre participação e contemplação, o que nos questiona politicamente o modo como este espaço performativo se constrói em coalescência com o público.

    Holding the hands at the tip of my words, de Jorge Gonçalves
    © Miguel Refresco

Renata Portas - Que ruído faz o teu corpo contra o meu?

Que ruído faz o teu corpo contra o meu é um espetáculo que nasce da ambição de abordar desvios poéticos: a poesia de Maria Gabriela Llansol, os desenhos de Hokusai, o tentacle porn, oeste do mundo (há latitudes para o desejo?). Maria Gabriela Llansol fala-nos da espera, do peso dos corpos, da insustentabilidade do desejo que se esconde -em todo o lado- do véu,do vestido,da folha de uma àrvore. Interessou-nos cruzar este mundo, que perseguimos há algum tempo,de um mundo vergado à linguagem , onde a palavra é sustentação e tensão com os
corpos e a sua representação no Japão- do universo do Shunga, ao tentacle porn, a fusão entre a beleza rarefeita( que espreita nos lugares mais inesperados,na falha,na brecha, no algures,na terra de nínguem),com a despudorada vontade de explorar os corpos dos intérpretes-princípio e fim de todas as coisas, vasos,flores, objectos e corpos renascidos , ora domados, ora ausentes, ora povoados por nervos e palavras.
Bem- vindos a território desconhecido.
Renata Portas

    Que ruído faz o teu corpo contra o meu?, de Renata Portas
    © Miguel Refresco


Sade Risku - Incoherent Conversation

If I take a walk in my mind and I take you with me? Are you with me? Do you enjoy the freedom? I take a walk in my mind and look around in there, enjoy the freedom. Are you with me? And so, if I am in my mind, where am I really and what can I find in there? You are in my mind and I have something in mind. It is my body-mind talking with your body-mind and thus we could have a mindful physical conversation. And if we together take a walk, it’s a little trip. In the mind. A mind trip. 
Does together mean we need to negotiate?
If I we plan everything, is there no surprise?
In my mind, I can read your mind and we have a common mind and thus master telepathy –obviously not, I’m just dreaming, am I not? Would that make it less real? How real is this anyway if it’s a play? Anyhow, we play the game.

    Incoherent Conversation, de Sade Risku
    © Miguel Refresco

Sérgio Diogo Matias - Insólidos

Dois corpos-textura que vivem uma impossibilidade fictícia de se moverem. Um exercício que procura a textura plástica do movimento, o desdobramento de imagens e um certo brutalismo pós-modernista. Sugerem-se dois corpos estátua que vivem uma atmosfera densa e catártica.  Evocar aquilo que não se vê, mas que possui uma carga física de peso e de sustentação e que se traduz num esforço ou na sua hipérbole.

    Insolidos, de Sérgio Diogo Matias
    © Miguel Refresco

1/03/2017

ARTISTA ASSOCIADO | DINIS MACHADO | PARADIGMA



     © Susana Paiva


11 de Janeiro
Norrköpings Konstmuseum
18h

Suécia
“Um ritual é uma sequência de atividades que envolvem gestos, palavras e objetos, praticado num lugar isolado e de acordo com uma sequência definida.”
[Dicionário Merriam-Webster]
Em “Paradigma”, criamos um folklore DIY para corpos com identidades esbatidas, através de artefactos, narrativas, danças, rituais e músicas. Paradigma é uma dança de um exotismo de lado nenhum. Um reclamar ritualista de diferença e cidadania. Uma paisagem criada de um cadavre esquis de referências paradoxais vindas de lugares faccionais. Uma cerimónia vinda de um tempo antes da divisão entre arquiteto e construtor onde se produzem símbolos abstratos com materiais complexos e uma engenharia caseira.

Música Original de Hanna Kangassalo (SE/FI), Robert Tenevall (SE), Erik Sjölin (SE)
com vozes adicionais de Lillemor Tenevall, Kai Kangassalo, Gonçalo Ferreira, Britta Amft, Dinis Machado
Cenário, luz e figurinos Dinis Machado (SE/PT)
Consultoria Pedro Machado (BR/UK), Gonçalo Ferreira (PT), Jorge Gonçalves (DE/PT)
Produzido por Corp. (PT) e Ballet Contemporâneo do Norte (PT),
com o Produtor Associado Clair Hicks (UK)
e administração de Interim Kultur (SE)
Co-Produção Weld (Stockholm/SE), Teatro Municipal do Porto (Porto/PT), Dance4 (Nottingham / UK) and Gothenburg Dans & Teater Festival (Gothenburg/SE)
Criado em residência em Weld (Stockholm/SE), MARC (Kivik/SE), Campo Alegre Teatro Municipal (Porto/PT), Alkantara (Lisboa/PT), ​Gothenburg Dans & Teater Festival + Vitlycke Centre for Performing Art (Gothenburg/SE), Devir/Capa (Faro/PT), Dance4 + Lace Market Gallery (Nottingham/UK)
Com o apoio de Konstnärsnämnden (SE), Kulturrådet (SE), Arts Council England (UK) and DGArtes/Secretaria de Estado da Cultura (PT)
Dinis Machado é um artista associado do
Ballet Contemporâneo do Norte (PT) e Weld (SE)

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