6/07/2016

ACOLHIMENTOS | COMPANHIA ASTA | UM CLÁSSICO






8 de junho | 21h30 | Teatro Municipal da Covilhã 
Rua Rui Faleiro, 1-3
Covilhã

17 junho | 21h30 | Auditório Milheirós de Poiares
Praça de S Miguel, 19
Milheirós de Poiares

18 de junho | 21h30 | Auditório da Tuna Musical Mozelense
Alameda Alfredo Henriques, 4535-159



Um Clássico atravessa gerações. Toca a todos (porque trata temas que tocam a todos) porque persiste na memória coletiva. Um Clássico representa ideias da época em que é criado. Um Clássico representa sentimentos da época em que é criado. Um Clássico mostra paixões intensas e múltiplas. Um Clássico regista a complexidade do seu tempo. Um Clássico inventa a complexidade do seu tempo. Um Clássico retrata um contexto histórico importante. Um Clássico usa (inesperadamente) uma linguagem inesperada. Um Clássico cria expressões exemplares e inusitadas. (Um Clássico usa sempre o antigo acordo ortográfico?!). Um Clássico não se enquadra em nenhum estilo (e é possível que crie um estilo novo). Um Clássico é inovador (então mas não era Um Clássico?). Um Clássico repercute-se na vida das pessoas e na vida das (outras) obras. Um Clássico é-nos familiar. Um Clássico nunca pára de dizer aquilo que tem para dizer. Um Clássico é inesgotável. Um Clássico produz efeitos nas consciências. Um Clássico é uma forma de conhecimento. Um Clássico relê-se e redescobre-se. Um Clássico revela. Um Clássico dura. Um Clássico diz não à morte. É isto que nos proponho criar, Um Clássico. Usando todos os parâmetros que o definem (sobretudo para Ítalo Calvino) para criar um novo trabalho. Usando esses parâmetros, acima mencionados, como ingredientes para essa criação: como ferramentas, como pistas, como guião de procedimentos. Recorrendo também a excertos de clássicos já existentes (outros clássicos), clássicos que nos ajudem, que nos empurrem, que nos obriguem, que nos iluminem. Em termos de trabalho com o espaço, pretendemos continuar a explorar o seu uso de um outro modo que permite ao espectador atravessar o ato performático, visitá-lo, ativá-lo, sentir-se dentro dele e parte dele. Trabalharemos também em torno da palavra, exercer a palavra, exercita-la, brincar com ela, usá-la para sonhar, para jogar, para a fazer percutir. Iremos promover a pesquisa, a experimentação, a criação e a inovação artísticas. Trabalhar com a palavra também para conhecer e reconhecer quais os Bens Essenciais Imateriais da população circundante. Novos clássicos irão certamente surgir, a usar e entrelaçar no seio do trabalho com os clássicos já existentes; para criar Um Clássico. 
Criação e direção | Vera Mantero
Assistente de direção | Elizabete Francisca
Interpretação_ Carmo Teixeira | Sérgio Novo
Guarda Roupa | Inês Santos
Cenografia | Sérgio Novo
Direção Técnica | Pedro Fonseca
Produção e comunicação | Rui Pires
Design Gráfico | Sérgio Novo

Sobre a ASTA
Estrutura profissional fundada em 2000, encontra a sua identidade numa cultura transdisciplinar, tendo por base o teatro, que abraça todas as artes por igual e como uma forma de expressão da existência humana. Desde a sua origem a ASTA procura a originalidade e a diferença a fim de alcançar a individualidade nas suas criações, nos métodos e nas linguagens, reinventando clássicos, desenvolvendo formas inovadoras de atuar, usando novas formas de expressão e recorrendo às novas tecnologias como ferramentas importantes de criação. O seu trabalho é bastante diversificado e vai desde o serviço educativo, à realização de festivais, criação e produção de peças de teatro, edições, performances, animações, intercâmbios, residências, formações e workshops em várias áreas. Desde 2000 a ASTA já apresentou os seus trabalhos na maioria do território português. No estrangeiro já se apresentou no Brasil (Blumenau, São Paulo, Sorocaba); na Costa Rica (San José e Puntarenas); em Espanha (Corunha, Albacete, Badajoz, Cáceres, Granada, Lugo, Madrid, Ourense, Plasencia, Pontevedra, Santander, Santiago de Compostela, Sevilha e Vigo); em França (Albi); em Itália (Livorno), na Turquia (Istambul) e, na Venezuela (Coro). O seu trabalho é frequentemente reconhecido e premiado por várias entidades e Júris de festivais, tanto em Portugal como no estrangeiro. Possui inúmeras parcerias com Companhias nacionais e Estrangeiras, o que permite o desenvolvimento de um trabalho em rede. 
Vera Mantero
Estudou dança clássica. Integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Começou a coreografar em 87 e desde 91 tem mostrado o trabalho por toda a Europa, Argentina, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura. Destacam-se os solos: Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois (91); Olympia (93); uma misteriosa Coisa, disse o e.e.cummings* (96); O que podemos dizer do Pierre (2011) e Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional (2012); e as peças de grupo: Sob (93); Para Enfastiadas e Profundas Tristezas (94); Poesia e Selvajaria (1998); Até que Deus é destruído pelo extremo exercício da beleza (2006) e Vamos sentir falta de tudo aquilo de que não precisamos (2009). Participa em projetos internacionais com Lisa Nelson, Mark Tompkins, Meg Stuart e Steve Paxton. Desde 2000 dedica-se ao trabalho de voz, cantando repertório de vários autores e co- criando projetos de música experimental. Em 99 a Culturgest organizou durante um mês uma retrospetiva do seu trabalho realizado até à data e que se intitulou: Mês de Março, Mês de Vera. Comer o Coração, criado em parceria com o escultor Rui Chafes, representou Portugal na 26a Bienal de São Paulo 2004. Ensina composição. Em 2002 foi-lhe atribuído o Prémio Almada (IPAE/Ministério da Cultura Português) e em 2009 o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira. Em 2013 e 2014 criou as instalações performativas Oferecem-se Sombras e Mais Pra Menos Que Pra Mais, a última em parceria com a Culturgest e o Teatro Maria Matos.

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