12/08/2018

€ U R O T R A $ H | Audição para Bailarinxs

GlitchArtwork © Jani Nummela, a partir de "Rapto de Europa", figura de Tanagra, séc. IV e V a.C.


||| ENQUADRAMENTO |||

Na continuação dos programas curatoriais desenvolvidos por Dinis Machado (2017) e Mariana Tengner Barros (2018), e seguindo uma lógica de re-invenção experimental das dimensões programática e organizacional do Ballet Contemporâneo do Norte em contraponto ao sistema instalado da “companhia de autor” e a favor de um laboratório experimental de autorias partilhadas e identidades estéticas mutáveis, o ano de 2019 será ocupado com um programa de criação plural coordenado por Rogério Nuno Costa. €UROTRA$H (working title) reciclará e expandirá o projeto EURODANCE, criado para o BCN em 2014 por esse criador, numa plataforma de criação coreográfica mais ampla e diversificada. Convidar-se-ão criadores, investigadores/pensadores e outros agentes a re-inventarem uma ideia multifacetada de Europa, entendida enquanto conceito histórico, político, filosófico e estético. Procurando uma contaminação da criação coreográfica por metodologias, práticas e discursos oriundos de outras disciplinas artísticas e científicas, os criadores serão desafiados a questionar a temática proposta a partir de uma citação de Aldous Huxley: “Europe is so well gardened that it resembles a work of art, a scientific theory, a neat metaphysical system. Man has re-created Europe in his own image", in Wordsworth in the Tropics (1929).
Num plano mais estrutural, o projeto curatorial, na sua condição de laboratório experimental de novas abordagens à produção, apresentação e programação de objetos artísticos no âmbito de uma companhia de dança contemporânea, posiciona-se enquanto proposta analítica que visa testar a hipótese de uma identidade (ética e estética) mutável, holística e des-hierarquizada, partilhando autorias (e autoridades) e antevendo a possibilidade de uma companhia (experimental) de dança.



||| SESSÃO DE TRABALHO | AUDIÇÃO
 |||

O Ballet Contemporâneo do Norte convida bailarinxs e/ou intérpretes com forte componente física a participar numa sessão de trabalho/audição no próximo dia 5 de Janeiro de 2019, entre as 14:00 e as 18:00, em Santa Maria da Feira (espaço a anunciar), com vista ao arranque do programa curatorial €UROTRA$H, cujas atividades acontecerão ao longo de todo o ano de 2019. A sessão será coordenada por Rogério Nuno Costa (curador e artista associado do Ballet Contemporâneo do Norte) e Susana Otero (diretora). Serão selecionados 1 a 2 bailarinxs/intérpretes, que integrarão as produções contempladas no programa curatorial: três performances de curta duração a acontecer em espaços não convencionais da cidade de Santa Maria da Feira (estreia em Abril de 2019), dirigidas por criadores que também serão escolhidos por open call; dois espetáculos-encomenda dirigidos por Cátia Pinheiro e José Nunes (Estrutura) e Mara Andrade, a estrear no Cineteatro António Lamoso (Outubro de 2019).

CANDIDATURA

Enviar CV com fotografia + confirmação de disponibilidade para todas as datas (ver Calendarização abaixo) até ao dia 31 de Dezembro de 2018 para o email: bcnproducao@gmail.com



||| CALENDARIZAÇÃO |||


FASE 1


As primeiras 3 criações serão desenvolvidas durante os meses de Março e Abril e a estreia acontecerá nos dias 13 e 14 de Abril de 2019, em espaços públicos/não-convencionais de Santa Maria da Feira (a definir).

Período de trabalho | Criação #1 — de 4 a 23 de Março de 2019
Período de trabalho | Criação #2 — de 11 a 30 de Março de 2019
Período de trabalho | Criação #3 — de 18 de Março a 6 de Abril de 2019
Ensaios gerais | Criações #1, #2 e #3 — de 9 a 12 de Abril de 2019

FASE 2

As criações dirigidas pela Estrutura e por Mara Andrade serão desenvolvidas de 7 a 25 de Outubro de 2019, em residência artística em Santa Maria da Feira, com estreia no Cinteatro António Lamoso a 26 de Outubro de 2019.



||| CONDIÇÕES |||
  • Cachet: 3000,00€ (três mil euros) por bailarino/a para todos os projetos/períodos de trabalho.
  • Estão previstos montantes adicionais com vista a ajudas de custo para deslocações Porto-Feira-Porto.
  • O pagamento do cachet será efetuado mediante entrega de recibo.

Para mais informações sobre a audição, contactar:
bcnproducao@gmail.com

€ U R O T R A $ H | CONVOCATÓRIA para criadores & investigadores


GlitchArtwork © Jani Nummela, a partir de "O Rapto de Europa", de Ticiano (1560-62)



||| ENQUADRAMENTO |||

Na continuação dos programas curatoriais desenvolvidos por Dinis Machado (2017) e Mariana Tengner Barros (2018), e seguindo uma lógica de re-invenção experimental das dimensões programática e organizacional do Ballet Contemporâneo do Norte em contraponto ao sistema instalado da “companhia de autor” e a favor de um laboratório experimental de autorias partilhadas e identidades estéticas mutáveis, o ano de 2019 será ocupado com um programa de criação plural coordenado por Rogério Nuno Costa. €UROTRA$H (working title) reciclará e expandirá o projeto EURODANCE, criado para o BCN em 2014 por esse criador, numa plataforma de criação coreográfica mais ampla e diversificada. Convidar-se-ão criadores, investigadores/pensadores e outros agentes a re-inventarem uma ideia multifacetada de Europa, entendida enquanto conceito histórico, político, filosófico e estético. Procurando uma contaminação da criação coreográfica por metodologias, práticas e discursos oriundos de outras disciplinas artísticas e científicas, os criadores serão desafiados a questionar a temática proposta a partir de uma citação de Aldous Huxley: “Europe is so well gardened that it resembles a work of art, a scientific theory, a neat metaphysical system. Man has re-created Europe in his own image", in Wordsworth in the Tropics (1929). Ou a tentativa de transformar (est)eticamente o fascínio por um continente num programa filosófico e espiritual, suprimindo o Real histórico a favor de uma efabulação ficcional em contra-corrente à atual conjuntura que abala o "projeto europeu". Como afirma George Steiner em The Idea of Europe (2015): "Europe is the place where Goethe’s garden almost borders on Buchenwald, where the house of Corneille abuts on the market-place in which Joan of Arc was hideously done to death.” A urgência de uma reflexão inter/trans/disciplinar sobre estas contradições e tensões (culturais, sociais, políticas, económicas e religiosas), que durante séculos contribuíram simultaneamente para o afastamento e para a unificação de uma certa ideia — contestada por uns, abraçada por outros — de identidade cultural (pan-)europeia, ganha na atualidade mais recente um novo fôlego crítico, impulsionado pela designada
 “crise dos refugiados” e pelo crescimento exponencial de movimentos nacionalistas. Nesse contexto, €UROTRA$H irá promover elaborações críticas que re-desenhem uma (e)utopia pluralista e multi-cultural feita através da arte e das suas potencialidades sociais e políticas. Será, no limite, sobre o desejo de “fazer parte”, sobre a importância da criação de comunidades e de discursos sociais/socializantes, sobre a solidariedade e a hospitalidade, sobre a viagem e o exótico. Fazer parte (de uma cultura) é também um acto de tradução, e é em torno desse gesto de permanente codificação/ descodificação, legendagem, catalogação e revelação de sentidos que se estrutura o enquadramento temático-conceptual de €UROTRA$H, como se a fuga possível para o cansaço pós-moderno desta Europa em processo eruptivo/implosivo fosse a criação de uma Novilíngua.

Num plano mais estrutural, o projeto curatorial, na sua condição de laboratório experimental de novas abordagens à produção, apresentação e programação de objetos artísticos no âmbito de uma companhia de dança contemporânea, posiciona-se enquanto proposta analítica que visa testar a hipótese de uma identidade (ética e estética) mutável, holística e des-hierarquizada, partilhando autorias (e autoridades) e antevendo a possibilidade de uma companhia (experimental) de dança.



||| OPEN CALL : agora/
ἀγορά |||

O Ballet Contemporâneo do Norte desafia coreógrafos e criadores contemporâneos (cinema/vídeo, música, artes visuais, teatro e dança/performance) a submeterem propostas para a criação de espetáculos de curta duração (15 a 20 minutos) com a participação do elenco da companhia (num total de 4 bailarinos/performers) e pensados para espaços não-convencionais da cidade de Santa Maria da Feira (a definir). Tendo por base teórica o enquadramento explanado no ponto anterior, as propostas deverão ainda apresentar um questionamento sobre as práticas artísticas e de investigação dos criadores num objeto coreográfico — a Dança enquanto prática e pensamento. As três peças selecionadas serão apresentadas em sequência em Abril de 2019, após um período de residência em Santa Maria da Feira acompanhado por Rogério Nuno Costa (curador e artista associado) e Susana Otero (diretora).

Conjuntamente, o Ballet Contemporâneo do Norte irá selecionar 3 investigadores com uma proposta de paper para uma comunicação (até 60 minutos) em torno da temática proposta. As comunicações serão apresentadas ao longo do período de residência acima mencionado, com a presença dos criadores convidados e a participação do público num momento final de discussão.

As três criações e o ciclo de conferências darão forma ao primeiro de 3 módulos que completam o programa €UROTRA$H, sub-intitulado agora/ἀγορά.


ELEMENTOS A CONSTAR NA CANDIDATURA

  • Definição do formato | Criação ou Comunicação (obrigatória a escolha de apenas um formato por candidato).
  • Criadores | Proposta artística contendo a sinopse, matéria de pesquisa e desenvolvimento teórico-conceptual da proposta, metodologias de trabalho, nota biográfica e links para trabalhos anteriores, até ao dia 31 de Dezembro de 2018, para o e-mail: bcnproducao@gmail.com.
  • Investigadores | Proposta de paper/artigo (máx.: 1 página A4) com vista a uma comunicação pública (máx. 60 minutos) seguida de discussão, e nota biográfica, até 6 de janeiro de 2019, para o e-mail: bcnproducao@gmail.com.

CRITÉRIOS DE SELECÇÃO

Serão selecionados os criadores e investigadores cujas propostas dialoguem de forma interessante e inovadora com o enquadramento temático do programa €UROTRA$H, ao mesmo tempo que promovam o desenvolvimento artístico da companhia, privilegiando novas abordagens às artes performativas, em particular à dança contemporânea e aos seus interfaces com outras disciplinas artísticas (criadores) e a linhas de pensamento inter/trans/disciplinar dentro e fora do contexto académico (investigadores). Disponibilidade completa de calendário.

A seleção dos projetos será realizada em duas fases:
  • FASE 1—Análise e avaliação das propostas enviadas. Todos os candidatos serão informados por e-mail até ao dia 6 de Janeiro de 2019.
  • FASE 2—Reunião presencial entre a direção da companhia e os criadores, a agendar após concluída a FASE 1.


||| CONDIÇÕES |||

CRIADORES
  • Cachet: 1500,00€ (mil e quinhentos euros) por projeto/criador.
  • Apoio técnico.
  • Acompanhamento e consultoria.
  • Espaço de trabalho (residência de criação) em Santa Maria da Feira.
  • Verba para figurinos, material cénico, etc. (a definir).

INVESTIGADORES
  • Cachet: 250,00€ (duzentos e cinquenta euros) por investigador/comunicação.

NOTA: Estão previstos montantes adicionais com vista a ajudas de custo para deslocações Porto-Feira-Porto. O pagamento do cachet será efetuado mediante entrega de recibo.



||| CALENDARIZAÇÃO |||

CRIADORES


As criações serão desenvolvidas durante os meses de Março e Abril e a estreia acontecerá nos dias 13 e 14 de Abril de 2019, em espaços públicos de Santa Maria da Feira (a definir).

Período de trabalho | Criação #1 — de 4 a 23 de Março de 2019
Período de trabalho | Criação #2 — de 11 a 30 de Março de 2019
Período de trabalho | Criação #3 — de 18 de Março a 6 de Abril de 2019

Ensaios gerais | Criações #1, #2 e #3 — de 9 a 12 de Abril de 2019


INVESTIGADORES

Comunicação #1 — 16 de Março de 2019, 15:00-16:30
Comunicação #2 — 30 de Março de 2019, 15:00-16:30
Comunicação #3 — 13 de Abril de 2019, 18:00-19:30



Para mais informações sobre a open call, contactar:
bcnproducao@gmail.com

9/27/2018

SERVIÇO EDUCATIVO | UMA DANÇA POR MÊS | 30 Setembro | Danças Antigas



30 SETEMBRO
Danças Antigas
com Catarina Costa e Silva
10h00 - 12h30
Cineteatro António Lamoso
Santa Maria da Feira

Público alvo: 12 aos 65 anos
Entrada livre mediante inscrição
Inscrição através do email: bcnproducao@gmail.com
Limitado a 30 participantes


Uma Dança por Mês é um ciclo de encontros de experimentação de uma determinada técnica de movimento ou prática da dança.

Este ciclo visa promover a construção de um lugar comunitário para a experimentação e entendimento do movimento. A próxima sessão será com Catarina Costa e Silva (Ensemble Portingaloise).


Numa viagem à cultura cortesã emergente do século XIII serão abordados elementos da poesia, da música e da iconografia da dança da época medieval, no contexto galaico-português, propondo uma vivência dos seus elementos em espaço e tempo actuais. 

Esta sessão está inserida na programação Em.Com.Tradições.





Catarina Costa e Silva

A sua actividade artística e pedagógica abrange as suas diferentes formações: Curso vocacional de dança - Ginasiano Escola de Dança; Licenciatura em História da Arte - FLUP; Licenciatura em Canto - ESMAE; MA Music-Theatre Studies - University of Sheffield; Curso de Encenação de Ópera - FCGulbenkian.
Fez formação em Danças Antigas com diferentes mestres de renome internacional: Anna Romaní, Anne Marie Gardette, Bruna Gondoni, Caroline Pingault, Catherine Turocy, Cecília Gracio Moura, Cecília Nocilli, Diana Campóo, Dorothée Wortelboer, Françoise Denieau, Jürgen Schrape, Karin Modigh, Marie Geneviève Massé, Maria José Ruiz e Maurizio Padovan. 
Como intérprete (dança contemporânea, dança antiga, canto) ou assumindo a encenação/direcção coreográfica, apresentou-se dentro e fora de Portugal (Alemanha, Brasil, Espanha, Finlândia, França, Inglaterra, Itália) em importantes eventos (Aerowaves-Londres, Guimarães 2012–CECultura, Dias da Música-CCB, Tempestade e Galanterie-Queluz, Festival Mozart-Rovereto, Fringe-Utrecht; Danses Abritées-Paris) com diversos agrupamentos nacionais e estrangeiros.
Docente no Ginasiano Escola de Dança desde 1994, lecciona actualmente as disciplinas de Música e de História da Cultura e das Artes no nível secundário do Curso Artístico Especializado de Dança.
Lecciona Danças Antigas no Curso de Música Antiga da ESMAE – IPPorto desde 2008, assim como em diferentes instituições artísticas nacionais e estrangeiras, tais como, a título de exemplo, a Semana de Música Antiga da Universidade Federal de Minas Gerais ou a European Union Baroque Orchestra (EUBO).
É membro fundador do Grupo Ibero-Americano de Estudo de Danças Antigas e directora artística do Portingaloise – Ensemble e Festival Internacional (desde 2015).

É doutoranda de Estudos Artísticos – Ciências Musicais na Faculdade de Letras e investigadora colaboradora do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra.


6/18/2018

SERVIÇO EDUCATIVO | UMA DANÇA POR MÊS | Práticas de Indexação


Fotografia de Nellie de Boer - a suspended gesture, de Jorge Gonçalves


23 JUNHO
Práticas de Indexação
com Jorge Gonçalves
10h00 - 12h30
ICC - Imaginarius Centro de Criação
https://imaginarius.pt/icc/


Público alvo: 12 aos 65 anos
Entrada livre mediante inscrição
Inscrição através do email: bcnproducao@gmail.com
Limitado a 30 participantes


Uma Dança por Mês é um ciclo de encontros de experimentação de uma determinada técnica de movimento ou prática da dança.
Este ciclo visa promover a construção de um lugar comunitário para a experimentação e entendimento do movimento. A próxima sessão será com Jorge Gonçalves.

As práticas de indexação e focalização com que trabalho são os modos como desenvolvemos estados físicos e não ficcionais em relações interpelativas com uma audiência. Aqui, iremos experimentar diferentes coreografias de relações com objetos e espaços imaginários, espectadores e abstrações. Através de uma série de gestualidades e do uso da palavra, iremos simular espaços fictícios e de diferentes temporalidades em que irão revelar um espaço que não existe mas que é indiciado. 

Jorge Gonçalves

Como independente trabalha no âmbito das artes performativas como curador, coreógrafo, dramaturgo, produtor, performer e professor. De 2009 a 2017, co-fundou e dirigiu a estrutura de programação de artes performativas, MEZZANINE. Em 2009, foi o corresponsável artístico e gestor da OOPSA Associação e de 2008 a 2011, cofundou e dirigiu a estrutura de produção Obra Madrasta. É licenciado em Engenharia (FEUP, 2002), tem o Curso de Dança Contemporânea no Balleteatro Escola Profissional (2005), frequentou Mestrado em Performance Artística – Dança (FMH. 2006) e o Amsterdam Master of Choreography (AHK, 2014). Desde 2006 que tem vindo a produzir e a apresentar o seu trabalho artístico em Portugal, Alemanha, Áustria, Espanha e Holanda. Desde 2003, tem trabalhado com diversos coreógrafos como Anna Pehrsson, Litó Walkey, Rebecka Stillman, Elisabete Finger, Dinis Machado, DD Dorvillier, Mathilde Monnier, Daniel Kok, Goro Tronsmo, Isabelle Schad, Keith Lim, Né Barros. Tem colaborado com diversas instituições a nível nacional (Balleteatro, Asas de Palco, MARTE, Casa da Música) e internacional (HZT e Tanzfabrik Berlin), dirigindo workshops, e trabalhando como mentor de estudantes de artes performativas.

Próxima sessão dia 30 de setembro.


5/09/2018

SERVIÇO EDUCATIVO | UMA DANÇA POR MÊS | SEVILHANAS



12 MAIO
SEVILHANAS
com Alexandra Gondim
10h00 - 12h30
Sala de Ensaio do Cineteatro António Lamoso



Público alvo: 12 aos 65 anos
Entrada livre mediante inscrição
Inscrição através do email: bcnproducao@gmail.com
Limitado a 30 participantes


Uma Dança por Mês é um ciclo de encontros de experimentação de uma determinada técnica de movimento ou prática da dança.
Este ciclo visa promover a construção de um lugar comunitário para a experimentação e entendimento do movimento. A próxima sessão será com Alexandra Gondim.
Com um tipo de música popular, cantada e escrita, Sevilhanas é uma dança folclórica da Andaluzia. Deriva da música popular de Castela e tem influências de ritmos árabes.
Os "Bailes de Sevilhanas" dançam-se em quase toda a Espanha, principalmente em feiras e festivais, incluindo na famosa "Feira de Sevilha". As Sevilhanas são danças muito leves e alegres que não são parte do Flamenco, embora possam ser confundidas com ele.

Alexandra Gondim iniciou os seus estudos de Ballet em criança, tendo estudado com vários professores, entre eles o Mestre Pirmin Treku. Fez exames de Ballet pela Royal Academy of Dancing e de Modern Dance pela Imperial Society of Teachers of Dancing. Frequentou diversos cursos e workshops de Dança, desde Ballet, Moderno, Dança Contemporânea, Sapateado, Jazz, Danças Folclóricas, Danças de Salão, Sevilhanas e Flamenco.
Dá aulas na AAMADS ( Academia de Artes Maria Amélia Dias Simões ) em Ovar , desde 1984. Tem realizado diversas oficinas em várias escolas do concelho e coreografado diversos espectáculos de escolas e associações do concelho de Ovar.Tem colaborado nos mais diversos eventos artísticos e produzido espectáculos da AAMADS e em colaboração com a Câmara Municipal e outras instituições. Actualmente, para além de trabalhar em Ovar, lecciona também no Porto, no SPZN - Sindicato dos Professores da zona norte onde tem um grupo Sénior.

Próxima sessão dia 23 de junho.

3/09/2018

Rewrite (You)th ‑ Em contacto - Workshop de movimento com Susana Otero



Fotografia de CONSPURCADOS, de Joclécio Azevedo

Em contacto - Workshop


28 Março Santa Maria da Feira , PT



Sobre o projecto - Rewrite (You)th
Foi criado pelo Município de Santa Maria da Feira, Synergia, Rede Inducar, Scoala Gimnaziala Sat Strejnicu e House of Education na Innovation o projeto Rewrite (You)th é dirigido a jovens entre os 14 e os 18 anos de idade.

O  Programa Erasmus + Juventude em Ação consiste num intercâmbio entre Portugal e a Roménia. Os Intercâmbios de Jovens permitem aos mesmos desenvolver competências; tomar consciência de tópicos/áreas temáticas socialmente pertinentes; descobrir novas culturas, hábitos e modos de vida, principalmente através da aprendizagem entre pares; reforçar valores como a solidariedade, a democracia e a amizade, etc.

Rewrite (You)th tem como objetivo estabelecer-se como uma resposta aos persistentes desafios da desmotivação, perda de interesse e abandono escolar, desenvolvendo nos jovens participantes um conjunto de competências interpessoais e comunicacionais, promovendo a sua autoestima, autoconfiança e resiliência de forma a aumentar a comunicação “face to face”, mantendo-os afastados dos perigos da internet e promovendo as relações de amizade.


Workshop de Movimento - Estar em Contacto
Neste workshop vamos trabalhar o corpo em diferentes direcções que normalmente se usa, deixando o corpo disponível para além das tarefas utilitárias do dia a dia que são necessárias, focando no prazer de inserir um corpo num espaço e num contexto. Neste caso - Como manter contacto com o nosso corpo e com corpo dos outros? Mesmo estando afastados, com diferentes ideias, sem falar a mesma língua, com diferentes problemas?
Vamos trabalhar a ideia do corpo que nos une, da matéria usando técnicas de dança contemporânea, improvisação e composição coreográfica.

F for Food Uma performance culinária de Chef Rø

(scroll down for english)

[aka Rogério Nuno Costa]





16 Março
F for Food
 Uma performance culinária de Chef Rø
 School of Arts, Design and Architecture da Aalto University
 Espoo, Finlândia


A convite dos editores do livro “Food and Other Practices in the Arthouse” (Ali Akbar Mehta e Vidha Saumya) editado em 2017 pela Aalto University, e com base na compilação textual e visual do trabalho desenvolvido por Chef Rø entre 2006 e 2016 nele incluída, “F for Food” propõe a construção de uma fábula gastronómica em torno do conceito de fraude. Ou sobre a redução da Arte (e do resto) à disciplina do Design. Um presente envenenado dedicado a todos os cultural foodies que gostam de comer a carne sem lhe ver o sangue. It’s pretty, but is it Food?
A performance será apresentada durante o seminário de lançamento do livro “Food and Other Practices in the Arthouse”, no dia 16 de Março de 2018, na School of Arts, Design and Architecture da Aalto University (Espoo, Finlândia).




Rogério Nuno Costa é artista, investigador, professor, curador e escritor em vários projectos coolturais e pós-artísticos, formalmente americanos, conceptualmente europeus, religiosamente Kopimistas, filosoficamente Piratas e literariamente re-re-realistas (ou realistas gagos). Com formação académica na área da Comunicação, considera-se um observador (participante) com uma curiosidade mórbida pela arte que se parece mesmo com Arte, só devolvendo o resultado das suas investigações porque é o que manda o Código Deontológico dos Jornalistas. Na persona do Chef Rø, tem elaborado inúmeros cruzamentos da Cozinha Conceptual™ com as artes performativas e os novos media, pretendendo com isso que a Arte se eleve à categoria de Gastronomia (o contrário já foi feito). Não é actor; considera que todos os trabalhos de teatro/performance que realizou em colaboração com diversos artistas e companhias foram trabalhos de consultoria. Trabalha atualmente na construção (from scratch) de uma “Universidade”.




F for Food

A culinary performance by Chef Rø[aka Rogério Nuno Costa]


“F for Food” is a commission from Ali Akbar Mehta & Vidha Saumya, co-editors of the book “Food and Other Practices in the Arthouse” published in 2017 by Aalto University. Taking the contribution of Rogério Nuno Costa in the book (a textual and visual compilation of the work developed by Chef Rø between 2006 and 2016) as a starting point, “F for Food” proposes the building of a gastronomic fable around the concept of fraud. Or about the reduction of Art to the discipline of Design. A poisoned gift dedicated to all the cultural foodies that love to eat the meat without seeing the blood. It’s pretty, but is it Food?
The performance will happen during the lauching seminar of the book “Food and Other Practices in the Arthouse”, on the 16th March 2018, at the School of Arts, Design and Architecture, Aalto University (Espoo, Finland).

More:


Rogério Nuno Costa is an artist, researcher, teacher, curator and writer, working in many cool'tural and post-artistic projects that are formally American, conceptually European, religiously Kopimist, philosophically Pirate and literarily re-re-realist (or stutterer-realist). With an academic background in Communication, considers himself a (participant) observer with a morbid curiosity towards that art that really looks like Art; and he only delivers the results of his investigations because it is what the Code of Ethics for Journalists demands. Under the alias Chef Rø, he has been fabricating countless cross-disciplinary experiments with the so-called Conceptual Cooking™, the performing arts e the new media, aiming that one day Art will be considered a Gastronomy (the other way around has already been done...). He is not an actor; all theatre/performance works he has been engaging in were actually art consultancy collaborations. Currently, he is undertaking the building (from scratch) of a “University”.

(1917-19) Performance de Rogério Nuno Costa


Foto: “Nude Laying Down On A Couch, D’Après Marcel Duchamp’s Nude Descending A Staircase” © David Pissarra com Rogério Nuno Costa. Primeira residência artística para (1917-19) na Rua das Gaivotas 6, Lisboa, 2017.(1917-19)



9 Março
(1917-19)  work-in-progress, ensaio aberto 
Performance Lab #1 (The Fierce Urgency of Now)
 
Museum of Impossible Forms
 Helsínquia, Finlândia



(1917-19) é o título provisório da próxima performance teatral de Rogério Nuno Costa, uma colaboração trans-disciplinar entre artistas Portugueses e Finlandeses, com estreia em Portugal prevista para 2019. Inspirada na poética do artista solitário enquanto dispositivo visual, literário e dramatúrgico, a peça constrói-se a partir de uma narrativa textual que é auto-, é -bio- e é –gráfica, mas não autobiográfica. (1917-19) propõe a construção de uma parábola sobre a importância (leia-se: necessidade, leia-se condenação) de estar sozinho, mesmo quando rodeado de outros (sozinhos). Para esta primeira apresentação-em-progresso no Museum of Impossible Forms de Helsínquia (Finlândia), será testada a presença do silêncio e da invisibilidade/inevitabilidade na estrutura dramatúrgica da performance.


Em 1917, Duchamp escreve 1917 num urinol virado do avesso; em 1919, desenha um bigode no mais canónico retrato da história, não o original (Duchamp não é Banksy), também não a reprodução (a Pop não havia ainda sido inventada), mas um retrato “igual” pintado por ele, ou copiado do “original”, ou então um gesto em forma de renúncia: I prefer not to. Cem anos depois, ainda não sabemos o que fazer com o que ele terá feito. Mais do que um mero gesto transgressor, ou o profético anúncio de uma certa ideia de Fim (da arte e não só), o epifenómeno centenário esconde um programa mais obscuro: como se fosse impossível fazer mais depois de se ter obliterado tudo, abraça-se um auto-infligido ostracismo, um isolacionismo “conceptual”; Duchamp dispende décadas a fazer “nada”. Por isso Vila-Matas lhe dedica algumas notas de rodapé no seu Bartleby & Co., o não-livro dos autores-do-não, aqueles que mandaram calar a pena para deixar o silêncio falar. Reformular esse investimento de sentido na inevitabilidade do desaparecimento significa, hoje, podermos abraçar o abandono, o esquecimento, quiçá o desprezo, como um acto — o único possível — de resistência.




(1917-19)
Performance de Rogério Nuno Costa

(1917-19) (work-in-progress/open rehearsal), Performance Lab #1 (The Fierce Urgency of Now), Museum of Impossible Forms (Helsinki, Finland), 9th March 2018.


(1917-19) is the working title of Rogério Nuno Costa’s upcoming theatre work, set to premiere in Portugal in 2018/19, a cross-disciplinary collaboration between Portuguese and Finnish artists. Taking the poetics of the solitary artist as a visual, literary and dramaturgical starting point, the piece will be based in a textual/autobiographical narrative in the form of a “dialogical monologue”, or the building of a solitary togetherness. For this very first work-in-progress presentation in the Museum of Impossible Forms (Helsinki, Finland), the presence of silence and invisibility in the performance’s dramaturgical structure will be tested.

In 1917, Marcel Duchamp writes 1917 in an upside-down urinal. In 1919, the same artist  draws a moustache in the most important portrait of the history of art, not the original one (he’s not Banksy), not even a reproduction (Pop was yet to be invented), but a portrait he painted himself, copying the “original”, and, by doing so, stating: I prefer not to. One hundred years later, we still don’t know how to deal with those radical endeavours. More than clever attempts to revolutionise, shock or transgress the art world (or to prophesy the End of Art, some might have said), those historical epiphenomena hide a more obscure quest for a self-imposed ostracism and loneliness, as if it was impossible to do anything more after having obliterated almost everything. Duchamp spent decades doing nothing at all, the reason why Vila-Matas dedicated some footnotes to him in his Bartleby & Co., a non-book of “negative authors”, those who have decided to stop pushing the pen and let their silence do the talking instead. I am now interested in reformulating Duchamp’s questioning, assuming self-neglect and oblivion as an act of resistance. How can I reactivate a centennial gesture while facing my own ephemerality?

Picture: “Nude Laying Down On A Couch, D’Après Marcel Duchamp’s Nude Descending A Staircase”, performative  photograph by © David Pissarra with Rogério Nuno Costa. First residency for (1917-19) at Rua das Gaivotas 6, Lisbon, 2017.

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