7/05/2017

[ARTISTA ASSOCIADO DINIS MACHADO] CYBORG SUNDAY


15 de julho
Cyborg Sunday de Dinis Machado
Aus Sicht Festival
Hamburgo, Alemanha

'Cyborg Sunday' de Dinis Machado começa com cinco performers a recordar, em voz alta, uma história que ainda vai acontecer. A história, sobre um dia na vida de um grupo de pessoas, que vivem juntas em harmonia, é contada através das impressões dos intérpretes, pelas suas recordações filtradas e sensibilidades individuais. Enquanto se esforçam por lembrar com exactidão as suas memórias, desencadeiam sensações físicas que vão mudando de forma, embora prosseguindo com a sua intenção.  Lentamente, as suas acções vão ficando mais fragmentadas, perdendo não só significado, mas também substância física. No entanto, isso não é o caos, nem corresponde a liberdade total. Em vez disso, tudo é ultra considerado e à medida que as suas máscaras sociais caem somos guiados para um mundo imaginário rico, algo com tanto de pessoal como de efémero. Mesmo quando experimentam os cabelos uns dos outros, a mais prática e mundana das suas acções, isto é realizado, não para causar efeito ou impacto, mas simplesmente porque podem fazê-lo. Podem ser os outros sem deixarem de ser eles próprios. Apesar de tudo, a realidade parece ser a ficção que criam e partilham, têm isso sob controle.  Com o desenrolar da história, os personagens convivem intimamente. Eles dormem, cozinham e comem e filmam-se a ter sexo, enquanto o movimento dos performers se torna cada vez mais ténue, de modo a que, até mesmo referências directas, a um hambúrguer, por exemplo, perdem o seu impacto literal. Talvez os movimentos estejam, também, a ser ‘desmascarados’. A única coisa que parece importar é a forma como os diferentes elementos do elenco se lembram e se relacionam com a história, a sua perspectiva pessoal unida por uma referência externa. Se a história é a moldura da peça, são os performers que mantêm tudo em conjunto através das possíveis representações, que nunca chegam a acontecer. 
'Cyborg Sunday’ funciona como um labirinto sedutor onde o fio de Ariadne nos leva não para a saída, mas para um mundo denso e intangível, profundamente interior. 
Texto de Pedro Machado  

Cyborg Sunday propõe um happening fictício, numa paisagem fictícia, num futuro ambíguo, longe de representações facilmente reconhecíveis e expectativas espetaculares de ficção científica. Como abrir as possibilidades de representação, como uma estratégia para abrir as próprias possibilidades de futuros. Longe de qualquer pretensão da totalidade, uma proposta de uma paisagem onde o prazer é revalidado como uma prioridade e ideia política. O que pode ser uma paisagem futura? O que pode ser um happening neste futuro fictício, sabendo que o futuro é sempre uma ficção no processo de se tornar realidade? E o que  é e como pode ser um corpo (humano) lá? O que pode ser uma proposta para uma vida possível? Uma performance é um convite a uma proposta provisória de uma operatividade específica. O mundo não é um estágio, mas um estágio é um espaço para experimentar, testar e experimentar mundos. Acontece num domingo fictício.
[Dinis Machado]


Um Projeto de Dinis Machado (PT3) com Anna Koch (SE), Vicky Malin (UK), Jorge Gonçalves (PT), Nikolas Kasinos (CY) e Isadora Monteiro (PT) 
Colaboração e Pesquisa Artística Pedro Machado e Catherine Long 
Operação Artur Pispalhas  
Residências ImPulsTanz (Viena), Dance4 (Nottingham), Lugar Instável (Porto) e Weld (Estocolmo)  
Co-Produção BARCO (PT), Weld (SE), NEC/Teatro Municipal do Porto (PT) e  Dance4 (UK)   
Apoio do ImPulsTanz no âmbito do “Life Long Burning” financiado pelo programa da União Europeia Cultura 2013-2018 
Desenvolvido com o apoio para as artes do Arts Council England 
Circulação com o apoio à internacionalização da Fundação Calouste Gulbenkian  
Dinis Machado é artista associado do Ballet Contemporâneo do Norte (Porto), ZDB/Negocio (Lisboa) e Weld (Estocolmo)  
Estreia Weld, Estocolmo, 12 e 13 Fevereiro 2015 
Ante-estreia Rivoli – Teatro Municipal do Porto, 21 November 2014


15th july 
Cyborg Sunday by Dinis Machado
Aus Sicht Festival
Hamburg, Germany

Dinis Machado's 'Cyborg Sunday' starts with four people remembering out loud a story which will still happen. The story, about a day in the life of a group of people who live together in harmony, is told through the performers' impressions, their filtered recollections and individual sensibilities. As they strive for accuracy their memories trigger physical sensations that fleet form whilst keeping their intention. Slowly their actions get more fragmented, loosing not only meaning but physical substance. But this is no chaos, no free for all. Instead everything is ultra considerate and as their social masks fall we are guided into an imaginatively rich world, something as personal as it is ephemeral. Even when they try each other's hairs, the more practical and mundane of their actions, this is done not for effect, not for impact, they do it simply because they can do it. They can be each other without ceasing to be themselves, after all reality seems to be the fiction the create and share, they are in control. As the story unfolds, its characters including Dinis himself, cohabit intimately. They sleep, cook and eat, and film themselves having sex while the movement from the performers becomes more and more tenuous so that even direct references, to a hamburger for instance, loose their literal impact, perhaps movements are also being 'unmasked'. The only thing that seems to matter is how the diverse cast remembers and relates to the story, their personal perspective united by an external reference. If the story is the frame of the piece it is the performers who hold everything together through the possible representations that never take place. 'Cyborg Sunday' works like a seductive labyrinth where Ariadne's thread leads one not to the exit but deep inside a dense intangible world.
[Pedro Machado]

Cyborg Sunday proposes a fictional happening, on a fictional landscape, in an ambiguous future, far from easily recognisable representations and sci-fi spectacular expectations. How to open the possibilities of representation, as a strategy to open the own possibilities of futures. Far from any pretension of totality, a proposal of a landscape where pleasure is revalidated as a political idea and priority.
What can be a future landscape? What can be a happening in this fictional future, knowing that future is always a fiction in the process of becoming reality? And what and how can be a (human) body there? What can be a proposal for a possible life?
A performance is an invitation to a provisory proposal of a specific operativity. The world is not a stage but a stage is a room to try out, to test and to experiment worlds.
It happens on a fictional Sunday.
[Dinis Machado]

A project by Dinis Machado 
performed by Anna Koch (SE), Vicky Malin (UK), Jorge Gonçalves (PT),Nikolas Kasinos (CY/UK) and Isadora Monteiro (PT)
with Pedro Machado (BR/UK) as outside eye
with the development collaboration of Catherine Long (UK)
Developed in residency atImPulsTanz (Vienna), Dance4 (Nottingham),Weld (Stockholm)
Produced by Corp (PT) and Dance4 (UK)
Supported by ImPulsTanz (AT) in the framework of 'Life Long Burning' supported by the Culture 2013-2018 programme of the European Union 
Developed with the Grant for the Arts from the Arts Council England (UK)
Supported by Nottingham Trent University (UK)
Administration: Interim kultur (SE)
In collaboration with NEC and Câmara Municipal do Porto 

(A special version with local performers was produced for the Teatro Municipal do Porto re-opening program Rivoli Já Dança on 22 November 2014)

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