8/21/2017

[CURADORIA 2017 | BCN em ESTOCOLMO] NHAKA de ELISABETE FINGER



NHAKA 
de Elisabete Finger
6 de setembro
9h30 e 11h
Weld
Estocolmo, Suécia

Uma dança de pessoas, plástico, esferas, cabelos, um ex-pato e outras coisas que não sabemos.  

Um grupo improvável de pessoas e coisas diferentes chegam a um espaço vazio: três bailarinos, um casulo de plástico gigante, um conto de cabelo infinito, três ovos de metal e uma pena de um pato cor de rosa imaginário. Eles estão em contacto, chocando-se, cruzando-se, atravessando-se, transformando-se. Um ritual mágico ficcional, um recreio divertido ou um jogo enérgico. 
Como um todo intrincado, esses materiais e corpos metamorfoseiam-se em diferentes constelações, formas, desformas, paisagens e imagens, abrindo possibilidades. Um lugar emocionante onde tudo vibra, onde pessoas e coisas têm uma relação mais horizontal e permeável num exercício de multiplicidade, abrindo uma sensibilidade muito mais ecológica, crítica e criativa. Um parque infantil onde corpos diferentes e específicos criam um jogo multifacetado do que são, o que podem fazer e no que podem transformar-se e tornar-se.

Uma nova criação para o Ballet Contemporâneo do Norte
De Elisabete Finger
Com Dinis Machado, Jorge Gonçalves e Susana Otero

Produção: Ballet Contemporâneo do Norte | Co-produção Weld 

Criado em residência no Imaginarius Centro de Criação Arte e Espaço Público (Santa Maria da Feira, PT) e Weld (Estocolmo, SE) 

Com o Apoio para Viagens do Instituto Camões/Embaixada de Portugal na Suécia e TAP

O Ballet Contemporâneo do Norte é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal/Secretaria de Estado da Cultura (Direção Geral das Artes) e apoiada pela Camara Municipal de Santa Maria da Feira/Feira Viva.



NHAKA 
by Elisabete Finger
6th september
9.30am and 11am
Weld
Stockholm, Sweden 

A dance of people, plastic, spheres, hair, an ex-duck and other things that we don’t know.

An improbable group of different people and things arrives to an empty space: three dancers, a giant plastic cocoon, an infinite hair tale, three metal eggs, and a feather from a imaginary pink duck. They are in touch, chocking, crossing, traversing and transforming each other. A fictional magic ritual, a playful arena or an energetic game. As an imbricated whole the same materials and bodies metamorphose into diferent constellations, forms, unforms, landscapes and images, blowing up possibilities. An exciting place where everything vibrates, where people and things have a more horizontal and permeable relationship in an exercise of multiplicity, opening up a sensibility that is much more ecological, critic and creative. A playground where different and specific bodies build a multifarious game of what they are, of what they can do, and how they can transform and become.

Credits

A new work for Ballet Contemporâneo do Norte (PT)
By Elisabete Finger (BR/DE)
With Dinis Machado (SE/PT), Jorge Gonçalves (PT/DE) e Susana Otero (PT)

Production Ballet Contemporâneo do Norte (PT) | Coproduction Weld (SE)
Created in Residency at Imaginarius Centro de Criação Arte e Espaço Público (St Mª da Feira, PT) and Weld (Estocolmo, SE)

With the travel support of Instituto Camões / Portuguese Embassy in Sweden and TAP

Ballet Contemporâneo do Norte is supported by Governo de Portugal/Secretaria de Estado da Cultura (Direção Geral das Artes) and Câmara Municipal de St Mª da Feira / Feira Viva

8/16/2017

SOBRE A CURADORIA 2017 - ROGÉRIO NUNO COSTA ENTREVISTA DINIS MACHADO | Parte IV de VI . Agosto 2017


Parte IV de VI . Agosto 2017

01.08.2017, Rogério
Dizias-me em Abril, quando iniciámos este diálogo, que gostavas que esta curadoria fosse “uma curadoria de processos, de obsessões, de pesquisas, de práticas e de encontros, entre artistas e com diferentes públicos e contextos.” Ainda antes da estreia das peças incluídas no programa Ballet // Contemporâneo // Norte (agendadas para Setembro), vai iniciar-se a 15 de Agosto um novo processo, desta vez com a coreógrafa Elisabete Finger, com vista à criação de uma peça para crianças. Como se partilham processos, obsessões e pesquisas com um público (dito) infantil? Ou então: como enquadras a necessidade de inclusão desta configuração etária no corpo do teu programa curatorial? Ou ainda (e é esta, na verdade, a minha maior curiosidade mascarada de provocação): que sentido faz (para lá daquele mais evidente que advém de uma necessidade inequivocamente institucional e/ou “de mercado”) investir-se em espectáculos direccionados para crianças?

09.08.2017, Dinis
O convite à Elisabete Finger para desenvolver este trabalho surge de uma relação prolongada do BCN com o público infantil de Santa Maria da Feira, para o qual desenvolve uma nova criação todos os anos. O convite é uma resposta da minha parte a esse contexto que já existe, e que faz parte da missão e estrutura do BCN. Nos últimos anos, a Elisabete tem desenvolvido um trabalho para crianças que propõe a meu ver um encontro sensorial com aquilo a que eu chamaria uma espécie de feminismo da matéria, que expõe, ao mesmo tempo que ficciona, as texturas do corpo, o escatológico e o sensorial, em vez de o esconder, como propõem os falsos pudores da heteronormatividade. As suas peças projectam e amplificam o corpo com os seus fluidos, texturas, densidades e movimentos internos, em paisagens cénicas que nos pacificam com a corporalidade do corpo. Isto parece-me essencial numa sociedade que nos sugere demasiadas vezes o corpo como um lugar sujo, onde tantas coisas parecem ter que ser escondidas. As peças da Elisabete são, pelo contrário, uma celebração dos acontecimentos e das matérias do corpo que me pareceu urgente trazer às crianças que acompanham o BCN.

09.08.2017, Rogério
Como será feita a aproximação deste trabalho ao público infantil de Santa Maria da Feira? Seguindo a atitude de revelação/ampliação de linhas discursivas presentes na tua curadoria que possam ser menos visíveis, interessa-me conhecer uma possível ligação do projecto da Elisabete Finger com o contexto onde o mesmo será criado e apresentado. Poderias desvendar um pouco mais sobre isso?

14.08.2017, Dinis
Não existe da minha parte nenhuma ambição de referenciar o contexto com esta proposta. Muito pelo contrário. O convite à Elisabete Finger, assim como os convites aos outros coreógrafos do programa que desenhei, surgem mais de uma lógica de trazer o que não está lá, propostas que mostram uma coisa que me parece não existir em Portugal, ou em Santa Maria da Feira. São convites a outras maneiras de fazer, sem qualquer pretensão didáctica, mas antes uma variação de perspectiva; não convido estas outras perspectivas e metodologias com o intuito de que elas nos vão ensinar a dançar, ou a fazer espectáculos de dança, ou a dar um workshop. Nós temos as nossas narrativas, as nossas Histórias, as nossas metodologias e as nossas estéticas diversas, que me parecem bem consistentes. Mas uma forma de fazer nasce e responde sempre a um contexto. Criar variações nesse contexto é necessariamente convidar-se a si mesmo a responder de uma outra maneira. Enquanto coreógrafo, fiz esse exercício num projecto chamado “BARCO Dance Collection”, onde me encontrei com as práticas de outros 16 coreógrafos de forma a interrogar a minha própria prática. Neste programa que propus para o BCN, por sua vez, e dentro do mesmo tipo de exercício, não estou a convidar coreógrafos a responderem a um contexto local com a companhia do BCN, mas antes a convidar o BCN a responder a um contexto de coreógrafos para e com um público local.

8/15/2017

[2017 CURADORIA - NOVAS CRIAÇÕES] RESIDÊNCIA ARTÍSTICA COM LITÓ WALKEY




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[NOVA CRIAÇÃO]
SOBRE A FASE DE TRABALHO REMOTO COM LITÓ WALKEY 

BCN Santa Maria da Feira 29 de setembro de 2017
Novo trabalho performativo dirigido por Litó Walkey, criado e dançado por Jorge Gonçalves, Dinis Machado, Susana Otero 


Este trabalho desenvolve-se ao longo de três momentos - com três níveis de "trabalhar juntos". Começamos em meados de junho com os quatro em diferentes locais. Continuamos numa semana de julho a agosto com os três intérpretes juntos e a Litó noutro lugar. Em setembro estaremos todos no mesmo local durante duas semanas que culminará com a estreia do trabalho.
A distância física entre nós nas duas primeiras etapas do trabalho activaram exercícios estruturados de elaboração, interferência e seletividade. Os assuntos do trabalho surgiram através de propostas escritas para atividades. Estas micro operações minaram a maneira como vemos, pensamos, ouvimos, imaginamos, anotamos e lembramos coisas sobre nós próprios e sobre os outros através de processos que re-encaminham e re-centram as nossas trajetórias naturais da atenção.

EXCERTOS DAS PROPOSTAS NAS ETAPAS 1+2 de 3:  

Convidar um colega e olhar para as sombras da cara de cada um. 
Escolher uma sombra que veem.
À vez, descrever (de forma curta) a sombra que veem no outro.

Escolher uma situação / constelação / encenação estática (que não se move no espaço) para apresentar o teu testemunho.

Para a seleção das palavras e colocação das inserções, focar na recorrência e no dizer mais da mesma coisa.  

Tomar 5 minutos para considerar como vais ensinar apresentação re-trabalhada aos teus colegas.  

Recolher, combinar e compor qualquer material dos dias 1 a 4 para formular um título e 4 a 6 curtas mas especificas directivas/ instruções para uma performance.  


EXCERTOS DE RESPOSTAS ÀS ETAPAS 1+ 2 de 3:  

É uma sombra redonda e tem três pontos. Estes três pontos têm uma espécie de três triângulos no chão. Um mais pequeno que o outro.  

Alternar entre tocar (de lado), mostrar (em algum lugar) e apontar (para além do fim do objecto).  

Ela é uma sombra difusa. Sombra maior do que difusa. Ela não move linhas, parece ter caído para trás. Rajada a substituir vento de linhas dramáticas. 
O tipo de visita guiada ao redor do exterior do estúdio. O guia tenta orientar a visita com uma comunicação direta.  

Então, vou descrever uma sombra perfeita que vejo entre nós.  

Uma pausa de esferovite dobrada em espiral  

Vento fica desfocado  

Tu e a luz caíram para trás


[NEW CREATION]
ABOUT THE REMOTE WORK WITH LITÓ WALKEY


BCN Santa Maria dA Feira 29 September, 2017
new performance work directed by Litó Walkey, created and performed by Jorge Goncalves, Dinis Machado, Susana Otero 

This work develops over three stages – with three degrees of 'working together'. We began in mid June with all four of us in different locations. We continued for a week from July to August with the three performers together and Litó at another location. In September we will all be in the same location for two weeks leading up to the premiere of the work.
The physical distance between us in the first two stages of the work enabled structured exercises of elaboration, interference, and selectivity. The subjects of the work surfaced through written proposals for activities. These micro-operations mine the way we see, think, listen, imagine, notate and remember things from ourselves and each other through re-routing and re-centering our natural trajectories of attention.

EXCERPTS FROM PROPOSALS IN STAGES 1+2 of 3:

Invite a partner and look to the shadows in each other's face.
Choose one shadow that you see.
Take turns describing (short) the shadow you see to your partner.

Decide on a still (not moving in space) situation / constellation/ staging for your testimony.

For the selection for words and placement of insertions, focus on reoccurrence and saying more of the same thing.

Take 5 minutes to consider how you will teach the re-worked presentation to you colleagues.

Collect, combine and compose any material from days 1-4 to formulate one title and 4-6 short but specific directives/ instructions for performance.

EXCERPTS FROM RESPONSES IN STAGES 1+2 of 3:

It's a round shadow and it has three points. These three points have a kind of three triangles on the floor. One smaller than the other.

Alternation between touching (sideways), showing (somewhere) and pointing (more than the end of itself).

She is a diffuse shadow. Greater shadow than diffuse. She does not move lines, she seems to have fallen back.  Gust substituting wind of dramatic lines.
The type of a guide visit around the outside of the studio. The guide tries to orient the visit with a direct communication.

So, I'm going to describe a perfect shadow that I see between us.

A bended spiral pause of polystyrene

Wind becomes blurry

You and the light have fallen back

[2017 CURADORIA - NOVAS CRIAÇÕES] MEROPS de Rebecka Stillman



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MEROPS
de Rebecka Stillman
dançado por Dinis Machado, Jorge Gonçalves, Susana Otero

para o PROGRAMA BALLET//CONTEMPORANEO//NORTE
29 de setembro
22h
Cineteatro António Lamoso

"Assim como um devaneio, Merops paira entre três tempos. A base no presente são as atividades pelas quais no encontramos diáriamente sob a forma de uma companhia de dança, este encontro que forma aquilo que a companhia é, e naquilo em que a companhia se está a transformar. A partir daí, a peça estende-se em duas direções: uma é a ativação da história recém-construída do que a companhia tem sido, uma ficção e uma narração, até certo ponto uma autobiografia por um escritor fantasma. O outro toma como ponto de partida essa mesma história, misturando o funcional com o que é inerentemente ausente de função, num movimento bi-direcional possivelmente corrupto. Ao materializar e executar os devaneios sonhados colectivamente, a peça equilibra-se no limiar daquele momento em que o imaginado quase acontece".


MEROPS
directed by Rebecka Stillman
performed by Dinis Machado, Jorge Gonçalves, Susana Otero

for PROGRAMA BALLET//CONTEMPORANEO//NORTE
29 september
22h
Cineteatro António Lamoso

"Just like a daydream Merops hovers between three times. The basis in the present is the daily activities of coming together in the form of a dance company, the coming together forming what the company is, and what the company is forming the coming together. From there the piece extends in two directions. One is the activation of the freshly made history of what the company has been, a fictionalization and a narration, a to some extent ghost-written autobiography. The other takes as it's starting point that very history, mixing the purposeful with the inherently purposeless in a possibly bi-directional corruptive move. By materializing and executing formerly collectively produced daydreams the piece is balancing on the verge to that moment when imagined come to pass."


FOTOGRAFIA/PHOTO

MIGUEL REFRESCO

8/03/2017

[DOCUMENTAÇÃO E U R O D A N C E] Registo fotográfico de Miguel Refresco

Registo fotográfico de Miguel Refresco
Residência Artística E U R O D A N C E 
de 24-29 julho na mala voadora Porto 

















“Europe was created by History (then Art). America was created by Philosophy (then Art). Economy (now Art) is creating the Rest of the World.”
    in No Limit [21st Century], a song by Too Limited™

EURODANCE é uma hecatombe geopolítica e tecno-emocional, um counting down a 190 beats-per-minute em direção ao Fim do Mundo, uma bad trip a bordo de um rave’ião Hamburgo/Ibiza com escala elíptica no Pará e aterragem de emergência para combustível em Luanda, uma droga psicotrópica também conhecida por Azeitegeist™. EURODANCE é um documentário pós-apocalíptico produzido pelo Departamento de Escatologia Vintage do Centro de Estudos Pré-Humanos do Novo Mundo e estuda a última década do Antigo Regime, quando o Mundo ainda se escrevia com letra grande, não existia qualquer diferença epistemológica entre Arte e Desporto, e os artistas eram todos backup dancers de uma banda cósmica universal. EURODANCE dança em Europeu™, mas traz legendas em Novilíngua™. Rouba lyrics às profecias xamânicas de Slavoj Žižek e à filosofia alter-dogmática de Dr. Phil, os primeiros cyborgs da História; rouba beats à ética pré-apocalíptica do movimento mashup e à moral anti-social do tecnobrega; e rouba artworks à estética proto-post-pop dos Jogos sem Fronteiras e à ética re-re-realista da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim. EURODANCE é tecnotrónico, é clubístico, é pastilhado, é megalo-colonialista, é etno-musical, é bubblegum pop, é happy hardcore, é chipmunk, é autotune, é playback, é rave’ioli em lata, é vengaboys, é bota gel, é pisang ambon, é electropimba, é technochunga, é carrinhos de choque-em-cadeia, é aeróbica trance-génica, é fitness progressivo, é body pump-up the jam, é macarena, é di-rirá-rá-rá, é contemporary rococó. EURODANCE regressa a todos os pesadelos fin-de-siècle, porque ambiciona uma correção retroativa da Realidade: o Mundo acabou MESMO na noite de 31 de Dezembro de 1999, quando os computadores deixaram de reconhecer a linguagem binária e o mundo (em letra pequena) colapsou. EURODANCE é por isso uma festa meteórica, em homenagem a todos os que (ainda) não morreram. Uma viagem de volta aos anos 90; uma viagem de volta ao Presente™.
Rogério Nuno Costa © 2014
EURODANCE é um estudo coreográfico para o espetáculo de teatro musical €TRASH, de Rogério Nuno Costa, com estreia prevista para 2018. Cinco bailarinos são o grupo de “backup dancers” de uma banda techno invisível, trazendo para a linha da frente aquilo que por norma é apenas decorativo, paisagístico, subsidiário. O corpo de baile é agora o protagonista. Ou sobre a tensão/confusão dialética entre Arte e Desporto.

Direção, Coreografia, Texto, Vídeo: Rogério Nuno Costa
Bailarinos: André Santos, Dinis Machado, Luís André Sá, Mariana Tengner Barros, Susana Otero 
Assistência de Direção: Joclécio Azevedo 
Desenho de Luz: Daniel Oliveira 
Artwork: Diogo Mendes 
Figurinos: Jordann Santos 
Remix & Cover: Belamix feat. Too Limited™ (Mariana Tengner Barros & Rogério Nuno Costa) 
Fotografia Promocional & de Cena: Miguel Refresco 
Assistência de Figurinos: Cristiana Fonseca 
Produção: BCN
Agradecimentos: A Bela Associação, Luiz Antunes, Xana Novais, Teatro Municipal do Porto – Rivoli, Sonoscopia, Álvaro Campo, Miguel Loff Barreto, ESMAE, TeCA, Ana Carvalho, Pedro Barreiro.
Acolhimentos: mala voadora (Porto), Armazém 22 (Vila Nova de Gaia), Teatro Sá da Bandeira (Santarém).

Um espetáculo Ballet Contemporâneo do Norte originalmente criado para o programa “Outros Formatos” (2014). 
O Ballet Contemporâneo do Norte é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal/Secretaria de Estado da Cultura (Direção-Geral das Artes) e apoiada pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.