1/10/2017

OUTROS FORMATOS II






Esta é a segunda edição de um projeto do BCN – Ballet Contemporâneo do Norte que pretende desafiar os coreógrafos e criadores contemporâneos a proporem o seu trabalho artístico através de uma convocatória para a criação de espetáculos de curta duração integrando o elenco da companhia. 
O projeto engloba cinco peças de curta duração cuja apresentação, em conjunto, terá a duração de um espetáculo regular. Propõe-se para a presente edição a apresentação de dois trios: um de Renata Portas - Que ruído faz o teu corpo contra o meu? - e um de Flávio Leihan - Haiku
Um solo de Jorge Gonçalves - Holding the hands at the tip of my words. 
E dois duetos: da Sade Risku - Incoherent Conversation - e do Sérgio Diogo Matias - Insólidos.  




Flávio Leihan - Haiku

Haiku, é um universo em plena mutação que - sob a forma de seres com cabeças de rãs e de serpentes - se sucedem na génese do universo, apresentando a ideia do “olho de peixe”.

- O homo que ainda vai demorar a tornar-se “sapiens”, que desde há muito se vinha alimentando de cadáveres encontrados nas grutas de Beni-Hassan e de pequenas peças de caça. Os esqueletos dos deuses fingindo que não choram enquanto tapam a boca com as mãos de sangue para que ninguém os ouça. As vozes dos animais no corpo, naquele pedaço do mundo de que me habituei a gostar. O cigarro avulso a um passo decisivo da nacionalidade nova do tempo e do espaço dos seus antepassados.
Portanto, se eu hoje tivesse que orientar um jovem espírito para começar a jornada do transe extático, levá-lo-ia a ser um índio entendido no seu sentido mais amplo, desde as grutas de Beni-Hassan, por um lado, até ao gato Ohno-Tatsumi, por outro. 
Flavio Leihan, 2016

    Haiku, de Flávio Leihan
    © Miguel Refresco

Jorge Gonçalves - Holding the hands at the tip of my words

A convite de Dinis Machado e do Ballet Contemporâneo do Norte fui convidado para coreografar um solo para a Barco Dance Collection. Neste momento, os meus interesses têm-se desenvolvido no que denomino como práticas de indexação e focalização, em específico, no modo como o performer desenvolve estados físicos e não ficcionais em relações interpelativas com uma audiência. Assim, o performer opera num espaço comum e não autónomo da audiência para orquestrar uma coreografia de relações com objetos e espaços imaginários, espectadores e abstrações.

Dinis Machado através processamentos visuais e verbais de acontecimentos performativos, irá
ser conduzido por uma gestualidade compulsiva por entre simulações intermináveis de espaços fictícios e de diferentes temporalidades. Todas as suas palavras e gestos irão revelar um mundo que não existe, mas que é indiciado e apreendido através do seu corpo. O público reside no limiar entre participação e contemplação, o que nos questiona politicamente o modo como este espaço performativo se constrói em coalescência com o público.

    Holding the hands at the tip of my words, de Jorge Gonçalves
    © Miguel Refresco

Renata Portas - Que ruído faz o teu corpo contra o meu?

Que ruído faz o teu corpo contra o meu é um espetáculo que nasce da ambição de abordar desvios poéticos: a poesia de Maria Gabriela Llansol, os desenhos de Hokusai, o tentacle porn, oeste do mundo (há latitudes para o desejo?). Maria Gabriela Llansol fala-nos da espera, do peso dos corpos, da insustentabilidade do desejo que se esconde -em todo o lado- do véu,do vestido,da folha de uma àrvore. Interessou-nos cruzar este mundo, que perseguimos há algum tempo,de um mundo vergado à linguagem , onde a palavra é sustentação e tensão com os
corpos e a sua representação no Japão- do universo do Shunga, ao tentacle porn, a fusão entre a beleza rarefeita( que espreita nos lugares mais inesperados,na falha,na brecha, no algures,na terra de nínguem),com a despudorada vontade de explorar os corpos dos intérpretes-princípio e fim de todas as coisas, vasos,flores, objectos e corpos renascidos , ora domados, ora ausentes, ora povoados por nervos e palavras.
Bem- vindos a território desconhecido.
Renata Portas

    Que ruído faz o teu corpo contra o meu?, de Renata Portas
    © Miguel Refresco


Sade Risku - Incoherent Conversation

If I take a walk in my mind and I take you with me? Are you with me? Do you enjoy the freedom? I take a walk in my mind and look around in there, enjoy the freedom. Are you with me? And so, if I am in my mind, where am I really and what can I find in there? You are in my mind and I have something in mind. It is my body-mind talking with your body-mind and thus we could have a mindful physical conversation. And if we together take a walk, it’s a little trip. In the mind. A mind trip. 
Does together mean we need to negotiate?
If I we plan everything, is there no surprise?
In my mind, I can read your mind and we have a common mind and thus master telepathy –obviously not, I’m just dreaming, am I not? Would that make it less real? How real is this anyway if it’s a play? Anyhow, we play the game.

    Incoherent Conversation, de Sade Risku
    © Miguel Refresco

Sérgio Diogo Matias - Insólidos

Dois corpos-textura que vivem uma impossibilidade fictícia de se moverem. Um exercício que procura a textura plástica do movimento, o desdobramento de imagens e um certo brutalismo pós-modernista. Sugerem-se dois corpos estátua que vivem uma atmosfera densa e catártica.  Evocar aquilo que não se vê, mas que possui uma carga física de peso e de sustentação e que se traduz num esforço ou na sua hipérbole.

    Insolidos, de Sérgio Diogo Matias
    © Miguel Refresco

1/03/2017

ARTISTA ASSOCIADO | DINIS MACHADO | PARADIGMA



     © Susana Paiva


11 de Janeiro
Norrköpings Konstmuseum
18h

Suécia
“Um ritual é uma sequência de atividades que envolvem gestos, palavras e objetos, praticado num lugar isolado e de acordo com uma sequência definida.”
[Dicionário Merriam-Webster]
Em “Paradigma”, criamos um folklore DIY para corpos com identidades esbatidas, através de artefactos, narrativas, danças, rituais e músicas. Paradigma é uma dança de um exotismo de lado nenhum. Um reclamar ritualista de diferença e cidadania. Uma paisagem criada de um cadavre esquis de referências paradoxais vindas de lugares faccionais. Uma cerimónia vinda de um tempo antes da divisão entre arquiteto e construtor onde se produzem símbolos abstratos com materiais complexos e uma engenharia caseira.

Música Original de Hanna Kangassalo (SE/FI), Robert Tenevall (SE), Erik Sjölin (SE)
com vozes adicionais de Lillemor Tenevall, Kai Kangassalo, Gonçalo Ferreira, Britta Amft, Dinis Machado
Cenário, luz e figurinos Dinis Machado (SE/PT)
Consultoria Pedro Machado (BR/UK), Gonçalo Ferreira (PT), Jorge Gonçalves (DE/PT)
Produzido por Corp. (PT) e Ballet Contemporâneo do Norte (PT),
com o Produtor Associado Clair Hicks (UK)
e administração de Interim Kultur (SE)
Co-Produção Weld (Stockholm/SE), Teatro Municipal do Porto (Porto/PT), Dance4 (Nottingham / UK) and Gothenburg Dans & Teater Festival (Gothenburg/SE)
Criado em residência em Weld (Stockholm/SE), MARC (Kivik/SE), Campo Alegre Teatro Municipal (Porto/PT), Alkantara (Lisboa/PT), ​Gothenburg Dans & Teater Festival + Vitlycke Centre for Performing Art (Gothenburg/SE), Devir/Capa (Faro/PT), Dance4 + Lace Market Gallery (Nottingham/UK)
Com o apoio de Konstnärsnämnden (SE), Kulturrådet (SE), Arts Council England (UK) and DGArtes/Secretaria de Estado da Cultura (PT)
Dinis Machado é um artista associado do
Ballet Contemporâneo do Norte (PT) e Weld (SE)

12/21/2016

DOGMA TEENS | SERVIÇO EDUCATIVO | Biblioteca Municipal Santa Maria da Feira

WORKSHOP DE PROCESSOS CRIATIVOS PARA CRIANÇAS & ADOLESCENTES

SERVIÇO EDUCATIVO Ballet Contemporâneo do Norte
19, 20, 21 e 22 de Dezembro 2016
Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira
Participantes: Grupo Desafia-TE


SESSÃO ABERTA AO PÚBLICO:
22 de Dezembro | 18h30

DOGMA TEENS é uma oficina de processos criativos inspirada no manifesto Dogma 2005, conjunto de obstruções performativas da autoria de Rogério Nuno Costa. Através da imposição (mais ética que estética) de regras de “conduta”, e da realização de exercícios práticos a partir de várias matérias e temas escolhidos pelos próprios participantes, propõe-se uma experiência de formação baseada em várias disciplinas artísticas (teatro, artes visuais, performance, vídeo, fotografia, escrita, movimento) e alicerçada na ideia estruturante de que a liberdade (sobretudo a “artística”) não se fabrica, encontra-se. Esse encontro é tanto mais profícuo quanto maiores e mais desafiantes forem os obstáculos colocados. O workshop funciona como um laboratório transdisciplinar onde as várias possibilidades performativas (totalmente pensadas, criadas, produzidas e apresentadas pelos participantes) são testadas/experimentadas num ambiente ao mesmo tempo artístico, científico, jornalístico e antropológico. Pretende-se, assim, a criação de um espaço ficcional onde jovens adultos possam testar a validade, a seriedade e a dimensão política dos seus gestos e das suas acções, não tanto enquanto "artistas" mas enquanto "cidadãos", através da aceitação de um jogo (com suas regras) e respectivo compromisso perante o social. Em última análise, o workshop é sobre ideias: donde vêm, para que servem e o que podemos fazer com elas. Um espaço para adolescentes poderem preparar o (seu) Futuro, tomando decisões, discutindo, partilhando, negociando e promovendo.








FOTOGRAFIAS: INÊS NOGUEIRA

Mais info:

12/13/2016

SERVIÇO EDUCATIVO | DOGMA TEENS | COM ROGÉRIO NUNO COSTA E CÁTIA PINHEIRO



19, 20, 21 e 22 de Dezembro 2016
14h30 - 19h 

Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira
Participantes: Grupo Desafia-TE

SESSÕES ABERTAS AO PÚBLICO:
22 de dezembro | 18h30 | Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira
abril 2017 | Feira Artes Performativas 
 “Uma oficina de processos criativos baseada no documento/manifesto “Dogma 2005”, de Rogério Nuno Costa. A partir da imposição de regras simples de “conduta” artística e de exercícios práticos a partir de várias matérias e temas próximas do universo infanto- juvenil, propõe-se uma experiência de formação baseada em várias disciplinas artísticas (teatro, artes visuais, performance, vídeo, fotografia, escrita, movimento, etc.) e inspirada na ideia maior de que a liberdade e a imaginação criativas não se fabricam, encontram-se. Esse encontro é tanto mais profícuo quanto maiores e mais desafiantes forem os obstáculos colocados. Este workshop funcionará, assim, como espécie de feira popular de possibilidades performativas, totalmente pensadas, criadas, produzidas e apresentadas pelas crianças/adolescentes, a partir da reciclagem de materiais que já fazem parte do seu dia-a-dia: histórias, imagens, músicas, objectos, memórias. Mas é também, ou poderá ser, um excelente contexto para o adolescente testar a validade, seriedade e dimensão política dos seus gestos e das suas acções, através da aceitação de um jogo (com suas regras) e respectivo compromisso perante o social. Em última análise, será um workshop sobre ideias: donde vêm, para que servem e o que podemos fazer com elas. Um espaço para crianças e adolescentes (em dimensões distintas) poderem ser adultos (mais do que “brincar aos adultos”), tomando decisões, discutindo, partilhando, negociando e promovendo.

 Sobre “Dogma 2005”
O texto, na sua versão simplificada “O Dogma 2005 explicado às crianças” (conjunto de 30 regras interconectáveis) apresenta uma alternativa para a criação artística contemporânea através da activação de um macro-conceito (ao mesmo tempo técnico e estético) designado por “arquivo performativo”, e auxiliado por uma infinidade de práticas de documentação. Através da criação e manipulação de dispositivos documentais diversos (apoiados em vários suportes mais ou menos tecnológicos: fotografia, vídeo, texto, desenho, oralidade, catalogação de objectos-prova, registo sonoro, etc.), o “Dogma” propõe um modus operandi passível de ser utilizado por qualquer artista/criativo que esteja disponível para se entregar a um trabalho cujo primeiro objectivo é virar do avesso (dissecando, desconstruindo, questionando, banalizando/vandalizando) os processos criativos e as práticas que lhe são mais familiares. Ou seja, retirar o artista da sua zona de conforto, não para a destruir, mas para melhor a observar (logo, compreender), e no fim decidir se lá quer voltar ou não. Ao longo desse caminho, o artista confronta-se com um conjunto de regras/obstruções que o obrigam a repensar o seu trabalho à luz de um grupo de conceitos operativos distintos mas complementares: autobiografia, realidade/ficção, readymade, estética “do-it-yourself”, arte/vida, ética/ estética, autoria, site-specificity, etc. Os resultados, quando apresentados publicamente, podem ter as mais diversas tonalidades, mas quase sempre se afastam formalmente daquilo que o artista está“habituado a fazer”. Conceptualmente, porém, o resultado é sempre sobre o artista e sobre a sua relação com a vontade de criar; porque o “Dogma 2005” acredita que a melhor história a contar é a história do projecto ele próprio: onde começou, como se desenvolveu, para onde se dirige, com seus avanços e recuos, suas paragens mais ou menos bruscas, suas falhas e sucessos.
Após ter sido experimentado no projecto transdisciplinar e curatorial “A Oportunidade do Espectador” (dirigido por Rogério Nuno Costa, com a participação de vários artistas, pensadores e documentaristas convidados) entre 2007 e 2010, assim como utilizado em inúmeros workshops e master classes, em Portugal e no estrangeiro, o “Dogma 2005” encontra-se agora numa fase de reformulação. Uma das novas formalizações destina-se ao público infantil/juvenil.



FORMADORES

ROGÉRIO NUNO COSTA

Rogério Nuno Costa é artista, investigador, professor, curador e escritor em vários projectos coolturais e pós-artísticos, formalmente americanos, conceptualmente europeus, religiosamente Kopimistas, filosoficamente Piratas e literariamente re-re-realistas (ou realistas gagos). Com formação académica na área da Comunicação, considera-se um observador (participante) com uma curiosidade mórbida pela arte que se parece mesmo com Arte, só devolvendo o resultado das suas investigações porque é o que manda o Código Deontológico dos Jornalistas. Na persona do Chef Rø, tem elaborado inúmeros cruzamentos da Cozinha Conceptual™ com as artes performativas e os novos media, pretendendo com isso que a Arte se eleve à categoria de Gastronomia (o contrário já foi feito). Não é actor; considera que todos os trabalhos de teatro/performance que realizou em colaboração com diversos artistas e companhias foram trabalhos de consultoria. Trabalha atualmente na construção (from scratch) de uma “Universidade”.

www.rogerionunocosta.wordpress.com
www.facebook.com/rogerionunocosta.art

CÁTIA PINHEIRO 
Nasceu no Porto em 1980. Curso de Interpretação da Academia Contemporânea do Espectáculo. Participou como actriz em espectáculos encenados por António Fonseca, Marcantónio Del'Carlo, Nuno Cardoso (Ao Cabo Teatro), Marcos Barbosa, Nuno M. Cardoso, Nuno Carinhas, Ana Luísa Guimarães e Diogo Infante, Miguel Cabral (Estufa AC), Alberto Villareal, Cão Solteiro & Vasco Araújo, e Philippe Quesne (Culturgest). Enquanto criadora, co-criou e interpretou os espectáculos "Receita para me Ouvires", a partir das crónicas de António Lobo Antunes (2006), “A Festa”, de Filipe Homem Fonseca, Nelson Guerreiro e Tiago Rodrigues (2008), “Geopolítica do Caos” (2009) e “WTF?” (2010). Em 2011/12 orienta o Grupo de Teatro da Nova para quem escreve e encena “Made in China”. Em 2011 éBolseira do Centro Nacional de Cultura para desenvolver o projeto transdisciplinar “Projeto Rua”. Em 2013, estreia a performance-áudio “The Walk”, com o Núcleo de Experimentação Coreográfica (Edifício AXA/Porto). Foi membro-fundador da companhia Caixa Negra – Teatro e Performance (1999). Actualmente é co-diretora artística da Estrutura. 


FOTOGRAFIAS: JOSÉ LUÍS NEVES

12/10/2016

OUTROS FORMATOS II




Esta é a segunda edição de um projeto do BCN – Ballet Contemporâneo do Norte que pretende desafiar os coreógrafos e criadores contemporâneos a proporem o seu trabalho artístico através de uma convocatória para a criação de espetáculos de curta duração integrando o elenco da companhia. 

O projeto engloba cinco peças de curta duração cuja apresentação, em conjunto, terá a duração de um espetáculo regular. Propõe-se para a presente edição a apresentação de dois trios: um de Renata Portas - Que ruído faz o teu corpo contra o meu? - e um de Flávio Leihan Haiku

Um solo de Jorge GonçalvesHolding the hands at the tip of my words. E dois duetos: da Sade RiskuIncoherent Conversation - e do Sérgio Diogo MatiasInsólidos.  


11/21/2016

IN A MANNER OF SPEAKING // TEMPS D'IMAGES EM LISBOA



TEMPS D'IMAGES LISBOA | 14º FESTIVAL ARTES EM MOVIMENTO
In a Manner of Speaking de Dinis Machado
Negócio ZDB
1, 2 e 3 dezembro

21h30

Preço 7,5€ Entrada / estudantes em grupo 5€
Marcações e reservas reservas@zedosbois.org | tel: 213430205
A bilheteira do NEGÓCIO abre 30 minutos antes do início do espectáculo.

Fotografia: Miguel Refresco

11/10/2016

ATUALIZAÇÃO DATAS APRESENTAÇÃO // [ARTISTA ASSOCIADO] ROGÉRIO NUNO COSTA

UNIVERSIDADE | YLIOPISTO de ROGÉRIO NUNO COSTA 

UNIVERSIDADE | YLIOPISTO (2015/20)
um serviço meta-educativo de Rogério Nuno Costa



11 de Novembro de 2016
MULTIVERSITY — prototype (think tank)
Art House [room 245], Aalto University/Otaniemi Campus (Espoo, Finlândia)
com Rogério Nuno Costa e os alunos do curso Context, Site & Situation

17 de Novembro de 2016
MULTIVERSITY — prototype (lecture)

Otakaari 1 [lecture hall A1], Aalto University/Otaniemi Campus (Espoo, Finlândia)
com Rogério Nuno Costa



“(...) num sentido muito literal, a universidade kantiana é uma instituição ficcional. A razão só pode ser instituída se a instituição permanecer uma ficção, se funcionar apenas ‘como se’ não fosse uma instituição. Se a instituição se torna real, a razão afasta-se.” [Bill Readings, A Universidade em Ruínas, Angelus Novus, p. 68]

UNIVERSIDADE | YLIOPISTO é um projeto duracional para a criação de uma universidade virtual, trans-nacional e trans-artística. Uma escola para ensinar a anular a arte através da Arte (ou vice-versa). Um laboratório de experiências Pop. Uma masterclass intitulada "A preguiça como novo avant-garde". Um workshop intensivo de Kopimismo. Um magazine cooltural. E um partido político demagógico, finlandizado e profil(árctico) a financiar o empreendimento.

O projeto propõe a construção de uma plataforma colaborativa de pensamento interdisciplinar ao longo de 5 anos “letivos”, operando, virtual e fisicamente, entre dois extremos da Europa: Portugal e Finlândia. Grupos de trabalho fluidos (e nómadas) encontrar-se-ão em espaços temporários com o objetivo de elaborar uma proposta híbrida de ensino artístico alicerçado em metodologias “não-artísticas”: como chegar à Arte sem ser através da arte? Uma universidademeta-referencial que oferece um só programa — o dos “estudos universitários” —, num diálogo rizomático e taxonómico entre todas as Artes e todas as Ciências, e num sistema discursivo não-hierárquico e pós-capitalista. Para tal, ensaiar-se-ão novos paradigmas educacionais, experimentar-se-ão novos modos de subjetivação e de partilha de conhecimento, antever-se-ão novos modelos éticos (logo, estéticos) na relação “mestre/aprendiz”, reciclar-se-ão pressupostos que estiveram na origem da missão universitária ocidental e que a (pós-)modernidade, quantitativamente empreendedora e empresarial (ensino enquanto produto, aluno enquanto cliente), terá feito extinguir.
Após a realização de um proto-laboratório em Bucareste em Julho de 2015, em colaboração com o projeto E-motional | rethinking dance, ODD Gallery e Modulab, o Ano Um (2016/17) arrancou oficialmente em Outubro passado na School of Art Design and Architecture da Aalto University (Helsínquia), num diálogo simbiótico com o programa Visual Culture and Contemporary Art (ViCCA). Até Janeiro de 2017, realizar-se-á uma série de lectures, workshops, think tanks e publicações alusivas à PETABYTE AGE, temática estruturante para o Ano Um.

Universidade | Yliopisto é um projeto financiado pela Creative Commons | Awesome Fund
e conta com o apoio da Aalto University
Parceiros: Future Places, Armazém 22
Produção: Ballet Contemporâneo do Norte [Artista Associado]

MAIS INFORMAÇÃO:

www.universityliopisto.wordpress.com [in-progress website]

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UNIVERSITY | YLIOPISTO (2015/20)
a meta-educational service by Rogério Nuno Costa


11th November 2016
MULTIVERSITY — prototype (think tank)
Art House [room 245], Aalto University/Otaniemi Campus (Espoo, Finlândia)
com Rogério Nuno Costa and students of  Context, Site & Situation course

17th November 2016
MULTIVERSITY — prototype (lecture)

Otakaari 1 [lecture hall A1], Aalto University/Otaniemi Campus (Espoo, Finlândia)
with Rogério Nuno Costa


“(...) in a very litteral sense, Kantian university is a fictional institution. Reason can only be institutionalized as far as institution itself can remain a fiction, if it can only work ‘as if’ it was not an institution. When the institution becomes real, reason turns away.” [Bill Readings, The University In Ruins, Harvard, p. 68]


UNIVERSITY | YLIOPISTO is a durational meta-project for a virtual, trans-national and trans-artistic multiversity. A school where we can learn how to annul Art by the means of art itself. A laboratory to test Pop as the ultimate cultural appropriation. A masterclass titled "Laziness as the new avantgarde". An intensive workshop about Kopimism. A cooltural magazine. And a very demagogic, finlandized and prophyl(arctic) political party.

The project proposes the building of a collaborative platform for inter-disciplinary thinking throughout 5 “school” years, thus operating, both virtually and physically, between two European “extremes”: Portugal and Finland. Fluid and nomadic work groups will meet in temporary spaces driven by one major goal: to elaborate a hybrid model for artistic learning based on “non-artistic” methodologies, or how can one reach Art without being through art? A self-referential academythat offers one program only — the “academic studies” program —, structured in a rhyzomatic and taxonomical dialogue between all Arts and all Sciences, within a discursive system that is non-hierarchical and post-capitalist. For that purpose, new educational paradigms will be tested, new modes of subjectivation and share of knowledge will be experimented, new ethical (therefore, aesthetic) models for the relation “master/apprentice” will be foreseen. Ultimately, some of the premises that originated the mission behind Western university will be recycled, those same premises that (post-) modernity, quantitatively entrepeneur and business-oriented (education as a product, student as a client), has been extinguishing for the last two decades.

After the proto-laboratory that took place in Bucharest (Romania) in July 2015, in a partnership with E-motional | rethinking dance, ODD Gallery and Modulab, the Year One (2016/17) was officially launched in October at Aalto University’s School of Art, Design and Architecture (Helsinki, Finland), in a symbiotic dialogue with Visual Culture and Contemporary Art (ViCCA) program. Until January 2017, a series of lectures, workshops, think tanks and publications will be launched, all around the subject of PETABYTE AGE, the structuring core-theme for Year One.

University | Yliopisto is funded by Creative Commons (Awesome Fund)
and has the support of Aalto University
Partners: Future Places and Armazém 22
Production: Ballet Contemporâneo do Norte [Associated Artist]

MORE INFORMATION:

www.universityliopisto.wordpress.com [in-progress website]
TERCEIRA VIA™ | KOLMAS TIE™ , de ROGÉRIO NUNO COSTA



18 de Novembro de 2016, 18:00
Art House [sala 331], School of Arts, Design and Architecture, Aalto University
Otaniemi Campus, Espoo, Finlândia


TERCEIRA VIA™ | KOLMAS TIE™
The art of bowing to East without mooning the West
Uma conferência-performance de Riku Nuutti Koistinen [aka Rogério Nuno Costa]

Um euro-ensaio metafísico e disruptivo sobre o devir do Humano, a partir de uma alegoria pós-apocalíptica e demissionária sobre a Neutralidade enquanto missão ética e estética. Para tal, ficcionaliza-se um partido político, um guru espiritual e uma ideia mais ou menos espetacular de comício para se falar de uma Nação-Conceito, onde o ‘Fim’ ascende à categoria de ‘Terra’: Fim-Lândia. Fazer parte de um País, de uma cultura, de uma língua, de um povo, é também, e por isso, um ato de tradução, e é nesse gesto de permanente codificação/descodificação, legendagem, catalogação e revelação de sentidos que se baseia este texto-performance. Como se a fuga possível para o cansaço pós-moderno de uma Europa em processo eruptivo/implosivo fosse a criação de uma Novilíngua. TERCEIRA VIA™ corresponde assim à minha tentativa de transformar o fascínio por um País num programa filosófico, suprimindo o Real histórico em favor de uma elasticidade espácio-temporal que derruba todas as duplicidades: nem mais, nem menos, nem mais ou menos. Igual.

Concepção, Texto, Interpretação: Rogério Nuno Costa
Desenho de Luz: Diogo Mendes
Styling: Jordann Santos
Webstreaming: Daniel Pinheiro
Artwork & Vídeo Promocional: Diogo Mendes
Fotografia Promocional: Cátia Pinheiro & António MV
Participação Especial: Kirsi Poutanen
Voz Off: Ágata Pinho
Tradução: Mika Christian Tissari
Elocução: Sade Risku
Documentação Fotográfica: André Miguel, Pedro Costa & Daniela Silva

Produção: Ballet Contemporâneo do Norte (Artista Associado) | Co-produção: Circular Associação Cultural, Curtas Metragens CRL, Solar Galeria de Arte Cinemática, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian | Apoio a residências: Núcleo de Experimentação Coreográfica (Porto), EIRA (Lisboa) | Acolhimentos: Clube Ferroviário/SillySeason, Galeria ZDB/Rabbit Hole, Teatro Académico Gil Vicente/Colectivo 84 (Festival END), Mala Voadora, Centro para os Estudos da Arte e Arquitectura (Guimarães), ZonaD dancelabs/Gabriela Tudor Foundation (Bucareste), Rua das Gaivotas6/Teatro Praga, Teatro Construção, Armazém 22, Teatro Sá da Bandeira (Santarém), desMOSTRA/Mosteiro S. Bento da Vitória, Aalto University/School of Arts, Design and Architecture (Helsínquia).
Performance falada em Português, Finlandês e Novilíngua. Criada originalmente para o programa “Cuidados Intensivos”, com curadoria de Joclécio Azevedo, para o Circular – Festival de Artes Performativas de Vila do Conde (2013).

MAIS INFORMAÇÃO:

https://rogerionunocosta.wordpress.com/terceiravia/

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18th November 2016, 18:00
Art House [room 331], School of Arts, Design and Architecture, Aalto University
Otaniemi Campus, Espoo, Finland


THIRD WAY™ | KOLMAS TIE™
The art of bowing to East without mooning the West
A lecture-performance by Riku Nuutti Koistinen [aka Rogério Nuno Costa]
 

Written and performed by Rogério Nuno Costa, THIRD WAY™ aims to establish a political party that is trans-universal, post-dogmatic and “Finlandized”: the art of neutrality turned into a spiritual dogma. Or a man falling in love by a country (Finland) for aesthetic reasons only. Despite the title, the performance has nothing to do with a “centrist” political point of view, as it was addressed by Anthony Giddens in its well-known essay The Third Way: The Renewal of Social Democracy; it is rather a philosophical statement, an anti-artistic call-to-order, a fictitious arithmetic equation, and a positivist standpoint towards Finland’s political history and its infamous “neutrality” (the project’s subtitle being the humorous description of the term “Finlandization” made by Finnish cartoonist Kari Suomalainen). THIRD WAY™ transforms something very personal and almost irrational into a discursive process of identification and “culturalization”, leading to an aestheticization of the will to be part of, as if it was possible to turn Finland into a concept, or rather an operation — a lens through which we can perceive, in a particular yet utopian way, the world we live in. During 60 minutes, Rogério Nuno Costa [under his Finnish alias Riku Nuutti Koistinen] speaks to an audience of “Mediterranean doomed human beings”, proposing a conceptual loophole through which they can escape the end of times, traveling to a brand new Nordic world where the End (“Fim”, in Portuguese) is lifted to the category of Land (“Lândia”, in Portuguese) — Fim-Lândia being the “End Land”, the ultimate place to be, the nation where the castaways will be accepted under the scope of an “aesthetic asylum”.


Installation/Performance/Text: Rogério Nuno Costa
Light Design: Diogo Mendes
Styling: Jordann Santos
Webstreaming: Daniel Pinheiro
Artwork & Promotional Video: Diogo Mendes
Morphing Picture: António MV & Cátia Pinheiro
Special Participation: Kirsi Poutanen
Voice Off: Ágata Pinho
Translation: Mika Christian Tissari
Finnish Vocalization: Sade Risku
Photographic Documentation: André Miguel, Pedro Costa & Daniela Silva

Production: Ballet Contemporâneo do Norte (Associated Artist) | Support to the artist-in-residence (Porto): Núcleo de Experimentação Coreográfica | Support to the artist-in-residence (Lisbon): EIRA | Co-production: Circular Associação Cultural, Curtas Metragens CRL, Solar Galeria de Arte Cinemática, with financial support from Fundação Calouste Gulbenkian | Tour: Clube Ferroviário/ Silly Season (Lisbon), Galeria ZDB/Rabbit Hole (Lisbon), Teatro Académico Gil Vicente/Festival END (Coimbra), Mala Voadora (Porto), CAAA (Guimarães), Rua das Gaivotas 6/Teatro Praga (Lisbon), Festival Teatro Construção (Joane), Armazém 22 (Vila Nova de Gaia), Teatro Sá da Bandeira (Santarém), desMOSTRA /Mosteiro São Bento da Vitória, Teatro Nacional São João (Porto), Aalto University/School of Arts, Design and Architecture (Helsinki).

Performance spoken in Português, Finnish and Novilingua. Originally created for the program “Intensive Care”, curated by Joclécio Azevedo within the frame of Circular – Performing Arts Festival (Vila do Conde, 2013).

MORE INFORMATION:

https://rogerionunocosta.wordpress.com/terceiravia/