10/02/2015

E U R O D A N C E | ROGÉRIO NUNO COSTA



E U R O D A N C E é o estudo coreográfico para um espetáculo de teatro musical chamado €TRASH. Cinco bailarinos são o grupo de “backup dancers” de uma banda techno invisível, trazendo para a linha da frente aquilo que por norma é apenas decorativo, paisagístico, subsidiário. O corpo de baile é agora o protagonista. Ou sobre a tensão/confusão dialética entre Arte e Desporto.



24 OUTUBRO 2016
21H30 mala voadora.porto

25 de OUTUBRO 2016
18h e 21h30 mala voadora.porto


“Europe was created by History (then Art). America was created by Philosophy (then Art). Economy (now Art) is creating the Rest of the World.”
— in No Limit [21st Century], a song by Too LimitedTM

E U R O D A N C E é uma hecatombe geopolítica e tecno-emocional, um counting down a 190 beats-per- minute em direção ao Fim do Mundo, uma bad trip a bordo de um rave’ião Hamburgo/Ibiza com escala elíptica no Pará e aterragem de emergência para combustível em Luanda, uma droga psicotrópica também conhecida por AzeitegeistTM. E U R O D A N C E é um documentário pós-apocalíptico produzido pelo Departamento de Escatologia Vintage do Centro de Estudos Pré-Humanos do Novo Mundo e estuda a última década do Antigo Regime, quando o Mundo ainda se escrevia com letra grande, não existia qualquer diferença epistemológica entre Arte e Desporto, e os artistas eram todos backup dancers de uma banda cósmica universal. EURODANCE dança em EuropeuTM, mas traz legendas em NovilínguaTM. Rouba lyrics às profecias xamânicas de Slavoj Žižek e à filosofia alter-dogmática de Dr. Phil, os primeiros cyborgs da História; rouba beats à ética pré-apocalíptica do movimento mashup e à moral anti-social do tecnobrega; e rouba artworks à estética proto-post-pop dos Jogos sem Fronteiras e à ética re-re-realista da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim. E U R O D A N C E é tecnotrónico, é clubístico, é pastilhado, é megalo-colonialista, é etno-musical, é bubblegum pop, é happy hardcore, é chipmunk, é autotune, é playback, é rave’ioli em lata, é vengaboys, é bota gel, é pisang ambon, é electropimba, é technochunga, é carrinhos de choque-em-cadeia, é aeróbica trance- génica, é fitness progressivo, é body pump-up the jam, é macarena, é di-rirá-rá-rá, é contemporary rococó. EURODANCE regressa a todos os pesadelos fin-de-siècle, porque ambiciona uma correção retroativa da Realidade: o Mundo acabou MESMO na noite de 31 de Dezembro de 1999, quando os computadores deixaram de reconhecer a linguagem binária e o mundo (em letra pequena) colapsou. EURODANCE é por isso uma festa meteórica, em homenagem a todos os que (ainda) não morreram. Uma viagem de volta aos anos 90; uma viagem de volta ao PresenteTM.

Rogério Nuno Costa © 2014

Direção, Coreografia, Texto: Rogério Nuno Costa

Bailarinos: Dinis Machado, Flávio Leihan, Luiz Antunes, Mariana Tengner Barros, Susana Otero
Assistência de Direção: Joclécio Azevedo
Desenho de Luz: Diogo Mendes
Figurinos: Jordann Santos 
Vídeo: António MV
Fotografia de Cena: Xana Novais 
Cartaz: Diogo Mendes
Assistência de Figurinos: Cristiana Fonseca 
Som: Jonny Kadaver 
Produção: Manuel Poças 
Produção Executiva: Inês Nogueira 
Agradecimentos: Teatro Municipal do Porto – Rivoli, Sonoscopia, Álvaro Campo, mala voadora, A22, Miguel Loff Barreto, ESMAE, TeCA 

Ballet Contemporâneo do Norte é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal/Secretaria de Estado da Cultura (Direção-Geral das Artes) e apoiada pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.


Um espetáculo Ballet Contemporâneo do Norte originalmente criado para o programa “Outros Formatos” (2014). Elenco inicial: André Mendes, Bruno Senune, Camila Neves, Flávio Rodrigues, Susana Otero. 

10/01/2015

REPERTÓRIO PARA CADEIRAS FIGURANTES E FIGURINOS | MIGUEL PEREIRA PARA O BCN



Uma natureza efémera como a do espectáculo ao vivo coloca-nos sempre perante a sua frágil materialidade, ficando-nos na maior parte dos casos a memória e os relatos (e algumas fotos ou registos filmados é certo) como possibilidade de reconstituição histórica. Mas o que acontece naquele momento entre o espectador e o espectáculo é aquilo que faz sem dúvida a sua força e a sua existência.
Na coincidência entre o convite que o Ballet Contemporâneo do Norte (BCN) me fez para criar uma peça para a companhia e o assinalar dos seus 20 anos de existência pareceu-me oportuno ter um pensamento retrospectivo, como se olhando o passado pudessemos suspender por momentos um presente incerto, possibilitando assim uma acção futura.
Repertório para Cadeiras Figurantes e Figurinos é uma tentativa de recriação e composição a partir de várias obras do repertório do BCN, do meu próprio trabalho e de alguns autores que marcaram a história da dança em geral, tendo por eixo 3 elementos temáticos: cadeiras, figurantes e figurinos.
 Miguel Pereira

CONCEPÇÃO, DIRECÇÃO ARTÍSTICA E ESPAÇO CÉNICO: Miguel Pereira
INTERPRETAÇÃO: Joclécio Azevedo e Susana Otero COM
Tiago Abelho, Joaquim Maia, Carla Elisabete, Diana Lapa, Andreia Alpuim, Isabel Andrade Silva, Catarina Teixeira, João Oliveira, Águeda Correia, Margarida Costa, Rogério Pacheco, Alexandra Gondin, Ana “Cacau” Silva, Vasco Otero, Katycilanne Reis, Silvana Pinto, Rita Marques e Armanda Queiróz
DESENHO DE SOM E OPERAÇÃO: Pedro Augusto
DIRECÇÃO DE CENA E ASSISTENTE DE ENSAIOS: Inês Nogueira
DESENHO DE LUZ: Carin Geada
OPERAÇÃO DE LUZ: Ricardo Leão
FIGURINOS: Miguel Pereira com a colaboração de Jordann Santos (a partir de figurinos originais do BCN)
TEASER E VÍDEO: Leonel Meneses
FOTOGRAFIA: Xana Novais
DOCUMENTAÇÃO: Rogério Nuno Costa
IMAGEM: Eduardo Ferreira
PRODUÇÃO: Manuel Poças
PRODUÇÃO EXECUTIVA: BCN
CO-PRODUÇÃO: Rivoli – Teatro Municipal do Porto
RESIDÊNCIAS: Rivoli – Teatro Municipal do Porto, A22-Armazém 22
APOIO À DIVULGAÇÃO: O Rumo do Fumo
AGRADECIMENTOS: Tup - Teatro Universitário do Porto, Cristina Grande, Magda Henriques, Luísa Veloso, João Matos, Jordann Santos, Elisa Worm, O Rumo do Fumo, Luís Carolino e Erva Daninha

Dedicamos “Repertório para Cadeiras Figurantes e Figurinos” a Joana Botelho e Manuel Poças.

A ARTE E O TEMPO | WORKSHOP


Estamos a organizar um ciclo de atividades em torno da arte pensado e orientado por Dinis Machado, Magda Henriques e Luísa Veloso.
1 de Outubro // 19h00 // Ensaio aberto de "Paradigma" de Dinis Machado // 
conversa entre Dinis Machado e Luísa Veloso // Campo Alegre. Teatro Municipal
3 de Outubro // 14h00 às 17h00 // 4 de Outubro // 14h30 às 16h00 // 
workshop com Magda Henriques // O QUE PODE A ARTE? // Casa das Artes, Porto
4 de Outubro // 16h30 // Filme com a presença do realizador // 
THE REHEARSAL, de James Newitt // Casa das Artes, Porto // 3 EUR





10/21/2013

SERVIÇO EDUCATIVO | A BELA É O MONSTRO | MARIANA TENGNER BARROS



                                FOTO: NUNO CARMO



A BELA É O MONSTRO 
Workshop de Mariana Tengner Barros
21 e 22 de Setembro
10h -18h
Teatro António Lamoso - Santa Maria da Feira


A BELA É O MONSTRO
Workshop com Mariana Tengner Barros
O meu trabalho preocupa-se geralmente com o vazio que se instaura quando se pensa na transição/transgressão do corpo privado/íntimo para o corpo público/político – um certo niilismo, sintoma de uma enorme perda que coloca em evidência o carácter artificial, banal, superficial a que os protocolos (e os cânones) dos espaços e instituições públicos nos obrigam. Intrigam-me as diferenças entre “exibir” e “existir”, o que muda quando somos observados e a dimensão do fenómeno “big-brother is watching you”: a ideia de documentação da vida quotidiana que se transforma em monstro de banalidade espectacular. Para este workshop, proponho um pequeno programa no qual se possa investigar formas de transgressão dos protocolos / cânones associados ao corpo, construindo, desconstruindo e destruindo identidades, comportamentos, estados/qualidades de presença. Usando o corpo e a voz como ferramentas base para desenvolver imagens/situações/cenas/danças onde operamos como agentes disfarçados sob a nossa própria imagem para sabotar a percepção de quem vê e de quem faz.

Mariana Tengner Barros é licenciada em dança pela Northern School of Contemporary Dance. Estagiou no Ballet Theatre Munich, sob a direcção artística de Philip Taylor. Completou o Programa de Estudo e Criação Coreográfica do Fórum Dança. Como intérprete destaca o trabalho com os coreógrafos Filip van Huffell/Retina Dance, Rui Horta/Companhia Instável, Né Barros/Balleteatro Companhia; Vera Mantero/PEPCC, Francisco Camacho, Carlota Lagido e Rafael Alvarez; e com o encenador John Romão.
Como criadora apresentou And So?...The End (2010), Après Le Bain (2011), The Trap (2011), e Peça do Coração:For Him (2012), trabalhos apresentados em Portugal, Inglaterra, França, Espanha e Bélgica.
Integrou o projecto “Solo Performance Commissioning Project” em 2009, dirigida pela coreógrafa Deborah Hay.


Para profissionais e estudantes de dança de nível avançado
35€
Inscrições até dia 15 de Setembro têm uma redução de 5€

7/24/2013

NIL | FLÁVIO RODRIGUES







NIL é o título da minha próxima criação, uma proposta da Companhia Ballet Contemporâneo do Norte, companhia com a qual colaboro como intérprete desde 2009, e que este ano me caberá coreografar. Desenvolvo os meus próprios projectos pluridisciplinares (maioritariamente a solo) desde 2006, interessando-me por abordagens autobiográficas e auto-referenciais, e acreditando que a política do "eu" destapa o pano do mundo que me rodeia. Para NIL, e contrariamente a anteriores projectos, existe um colectivo de intérpretes que irei “manipular” enquanto observador “externo”: o corpo do outro será entendido enquanto potencial escultura multi-referencial, que tenciono conhecer, para poder transformar. NIL será, assim, um bailado (infinitamente) “moderno”, onde o corpo e suas potenciais formas de movimentação serão a matéria primordial. Para me acompanhar no processo de criação, convidei um grupo de cúmplices de outros projectos que de alguma forma me interessa aproximar: Vera Mota (objectos cénicos e figurinos), Daniel Pinheiro (registo audiovisual), Von Calhau (sonoplastia), Rogério Nuno Costa (textos e documentação) e José Capela (acompanhamento e aconselhamento artístico).
Motiva-me para esta criação a necessidade de criar um lugar em branco (essa “utopia”), para onde se emigra pela perfeição, e onde não foram (ainda) criadas estratégias políticas ou formas de sobrevivência pós-capitalistas; escapam-se, porém, do mundo, mas continuam lá, e criam réplicas, quase que pequenos mundos, nunca necessariamente melhores. Pretendo falar de valor, de fim, de escapes, de zonas paradisíacas, de favelas camufladas, de turismo, mas acima de tudo de amor: amor por um Deus às vezes super high, outras super low tech — natural, perfeito, valioso e anárquico. 

Flávio Rodrigues, 2013



There are two ways to live: you can live as if nothing is a miracle; you can live as if everything is a miracle. 

Albert Einstein 


“Nil” podia começar por impor a seguinte ficção: uma equipa de investigadores do Departamento de Física de uma qualquer Universidade ocidental conseguiu provar, afinal, que não há espaço para tudo, e muito menos para todos. E a seguir rebater com a seguinte realidade: os idiotas têm sempre razão. O resultado desta equação-performance é uma reflexão sobre o Fim enquanto resultado mais ou menos directo de uma saturação, mas invertendo os eixos: a matemática de “Nil” não se alicerça em espiritualidades (o nada, o vazio, o vácuo), mas antes numa materialidade unívoca — “Nil” é igual a ZERO. Trata-se, portanto, de uma performance est(ética)mente inaugural, partindo dos estilhaços deixados a solo pela explosão meta-referencial de “Rara: um discurso ingénuo e utópico”, a caminho de um não-lugar preenchido em excesso por um colectivo de intérpretes que será, ao mesmo tempo, hóspede e hospedeiro, matéria (meio) e material (fim): um Bing Bang ao contrário, ou então um arrefecimento global. Através desta implosão bi/polar, “Nil” desenhará a maquete de um País a-referencial e inócuo, onde o tempo toma consciência da sua condição convencional, parando; e onde todas as duplicidades se transformam em triplicidades. É a “alternate version” do universo para onde todos queremos/vamos emigrar: um lugar em suspenso, sem antónimos, sem fricção, sem interrogações nem interrogatórios, sem política; onde o Luxo não é um luxo, onde a Arte (essa sub-categoria do Design) é um mero fetiche decorativo, onde o Ouro é o novo preto; um lugar sem limites, logo, profundamente limitado. “Nil” convida-nos a uma paragem higiénica, não para pensar, não para agir, mas para condenar a nossa existência a uma neutralidade total e absoluta. “Nil” não é um milagre; é uma guerra fria.

Rogério Nuno Costa

7/01/2013

CONSTRUÇÃO | PEDRO ROSA



CONSTRUÇÃO em Santa Maria da Feira

Coreografia de Pedro Rosa 
Interpretação de um grupo de reclusas do estabelecimento especial de Santa Cruz do Bispo 
dias 19 e 20 de Julho, sexta-feira e sábado
21h30, nos Claustros do Convento dos Lóios - ENTRADA LIVRE!! 
Uma co-produção BCN com o Imaginarius | Festival Internacional de Teatro de Rua

Para garantir o seu lugar faça a reserva para bcnproducao@gmail.com ou pelo telefone 936222978.












6/27/2013

SERVIÇO EDUCATIVO | OFICINA DE DANÇA CONTEMPORÂNEA | NAS NUVENS







A sensação de estar num outro sítio que não é a terra.

Somos seres que não precisaram de modificar o seu corpo para voar, inventamos aviões! Não desenvolvemos barbatanas, criamos barcos.
Através da dança vamos trabalhar esta componente criativa da procura de soluções; procurar novas sensações e desta forma transformar. Vamos usar grandes quantidades de algodão, que será espalhado no chão, de modo a criar um ambiente propício a esta procura de um mundo diferente onde estar.

Cada workshop será composto por um aquecimento com alguns exercícios técnicos seguido de trabalho de improvisação, filmagem em vídeo e visionamento com comentários analíticos.


No final do período escolar será entregue a cada escola participante um DVD com o resumo dos trabalhos realizados pelas crianças.


De 24 a 2 de Julho 2013 vamos andar por estas escolas:


Escola EB 2  Arrifana

Escola EB 2  Lourosa
Escola EB 2 Cavaco
Escola EB 2 Milheirós
Escola EB 2 Canedo
Escola EB 2 Lobão
Escola EB 2 Fernando Pessoa
Escola EB 2 Argoncilhe


4/09/2013

CONSTRUÇÃO, de Pedro Rosa

3/05/2013

A CONSTRUÇÃO de Pedro Rosa




Criação colectiva - projeto comunitário

Neste momento, o Ballet Contemporâneo do Norte ultrapassa um momento de viragem. No próximo ano, a companhia completa 20 anos de existência e por esse motivo sentimos a necessidade de criar um projecto ecléctico que abrisse o trabalho artístico à comunidade, através da integração de minorias sociais num espectáculo. 
Para concretizar este objectivo, foi escolhido um grupo de reclusas do estabelecimento prisional de Santa Cruz do Bispo, que integrará o elenco desta nova criação intitulada de “ A Construção”.

Como co-produtor do projecto está associado o Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua, cuja edição deste ano terá lugar entre os dias 24 e 26 de Maio e onde será apresentada a estreia do espectáculo – A Construção.



Encenação e composição | Pedro Rosa
Cenografia, direcção do atelier de construção | João Pedro Rodrigues
Coreografia, direcção do atelier de movimento | Flávio Rodrigues
Realização, Imagem e Edição | Nelson Castro e Sofia Afonso
Desenho de luz | João Teixeira
Pós-produção áudio e composição musical | Carlos Salgueiros

Coordenação geral | Susana Otero
Assistente de coordenação geral | Luís Carolino
Produção |  Joana Ferreira