10/21/2013

SERVIÇO EDUCATIVO | A BELA É O MONSTRO | MARIANA TENGNER BARROS



                                FOTO: NUNO CARMO



A BELA É O MONSTRO 
Workshop de Mariana Tengner Barros
21 e 22 de Setembro
10h -18h
Teatro António Lamoso - Santa Maria da Feira


A BELA É O MONSTRO
Workshop com Mariana Tengner Barros
O meu trabalho preocupa-se geralmente com o vazio que se instaura quando se pensa na transição/transgressão do corpo privado/íntimo para o corpo público/político – um certo niilismo, sintoma de uma enorme perda que coloca em evidência o carácter artificial, banal, superficial a que os protocolos (e os cânones) dos espaços e instituições públicos nos obrigam. Intrigam-me as diferenças entre “exibir” e “existir”, o que muda quando somos observados e a dimensão do fenómeno “big-brother is watching you”: a ideia de documentação da vida quotidiana que se transforma em monstro de banalidade espectacular. Para este workshop, proponho um pequeno programa no qual se possa investigar formas de transgressão dos protocolos / cânones associados ao corpo, construindo, desconstruindo e destruindo identidades, comportamentos, estados/qualidades de presença. Usando o corpo e a voz como ferramentas base para desenvolver imagens/situações/cenas/danças onde operamos como agentes disfarçados sob a nossa própria imagem para sabotar a percepção de quem vê e de quem faz.

Mariana Tengner Barros é licenciada em dança pela Northern School of Contemporary Dance. Estagiou no Ballet Theatre Munich, sob a direcção artística de Philip Taylor. Completou o Programa de Estudo e Criação Coreográfica do Fórum Dança. Como intérprete destaca o trabalho com os coreógrafos Filip van Huffell/Retina Dance, Rui Horta/Companhia Instável, Né Barros/Balleteatro Companhia; Vera Mantero/PEPCC, Francisco Camacho, Carlota Lagido e Rafael Alvarez; e com o encenador John Romão.
Como criadora apresentou And So?...The End (2010), Après Le Bain (2011), The Trap (2011), e Peça do Coração:For Him (2012), trabalhos apresentados em Portugal, Inglaterra, França, Espanha e Bélgica.
Integrou o projecto “Solo Performance Commissioning Project” em 2009, dirigida pela coreógrafa Deborah Hay.


Para profissionais e estudantes de dança de nível avançado
35€
Inscrições até dia 15 de Setembro têm uma redução de 5€

7/24/2013

NIL | FLÁVIO RODRIGUES







NIL é o título da minha próxima criação, uma proposta da Companhia Ballet Contemporâneo do Norte, companhia com a qual colaboro como intérprete desde 2009, e que este ano me caberá coreografar. Desenvolvo os meus próprios projectos pluridisciplinares (maioritariamente a solo) desde 2006, interessando-me por abordagens autobiográficas e auto-referenciais, e acreditando que a política do "eu" destapa o pano do mundo que me rodeia. Para NIL, e contrariamente a anteriores projectos, existe um colectivo de intérpretes que irei “manipular” enquanto observador “externo”: o corpo do outro será entendido enquanto potencial escultura multi-referencial, que tenciono conhecer, para poder transformar. NIL será, assim, um bailado (infinitamente) “moderno”, onde o corpo e suas potenciais formas de movimentação serão a matéria primordial. Para me acompanhar no processo de criação, convidei um grupo de cúmplices de outros projectos que de alguma forma me interessa aproximar: Vera Mota (objectos cénicos e figurinos), Daniel Pinheiro (registo audiovisual), Von Calhau (sonoplastia), Rogério Nuno Costa (textos e documentação) e José Capela (acompanhamento e aconselhamento artístico).
Motiva-me para esta criação a necessidade de criar um lugar em branco (essa “utopia”), para onde se emigra pela perfeição, e onde não foram (ainda) criadas estratégias políticas ou formas de sobrevivência pós-capitalistas; escapam-se, porém, do mundo, mas continuam lá, e criam réplicas, quase que pequenos mundos, nunca necessariamente melhores. Pretendo falar de valor, de fim, de escapes, de zonas paradisíacas, de favelas camufladas, de turismo, mas acima de tudo de amor: amor por um Deus às vezes super high, outras super low tech — natural, perfeito, valioso e anárquico. 

Flávio Rodrigues, 2013



There are two ways to live: you can live as if nothing is a miracle; you can live as if everything is a miracle. 

Albert Einstein 


“Nil” podia começar por impor a seguinte ficção: uma equipa de investigadores do Departamento de Física de uma qualquer Universidade ocidental conseguiu provar, afinal, que não há espaço para tudo, e muito menos para todos. E a seguir rebater com a seguinte realidade: os idiotas têm sempre razão. O resultado desta equação-performance é uma reflexão sobre o Fim enquanto resultado mais ou menos directo de uma saturação, mas invertendo os eixos: a matemática de “Nil” não se alicerça em espiritualidades (o nada, o vazio, o vácuo), mas antes numa materialidade unívoca — “Nil” é igual a ZERO. Trata-se, portanto, de uma performance est(ética)mente inaugural, partindo dos estilhaços deixados a solo pela explosão meta-referencial de “Rara: um discurso ingénuo e utópico”, a caminho de um não-lugar preenchido em excesso por um colectivo de intérpretes que será, ao mesmo tempo, hóspede e hospedeiro, matéria (meio) e material (fim): um Bing Bang ao contrário, ou então um arrefecimento global. Através desta implosão bi/polar, “Nil” desenhará a maquete de um País a-referencial e inócuo, onde o tempo toma consciência da sua condição convencional, parando; e onde todas as duplicidades se transformam em triplicidades. É a “alternate version” do universo para onde todos queremos/vamos emigrar: um lugar em suspenso, sem antónimos, sem fricção, sem interrogações nem interrogatórios, sem política; onde o Luxo não é um luxo, onde a Arte (essa sub-categoria do Design) é um mero fetiche decorativo, onde o Ouro é o novo preto; um lugar sem limites, logo, profundamente limitado. “Nil” convida-nos a uma paragem higiénica, não para pensar, não para agir, mas para condenar a nossa existência a uma neutralidade total e absoluta. “Nil” não é um milagre; é uma guerra fria.

Rogério Nuno Costa

7/01/2013

CONSTRUÇÃO | PEDRO ROSA



CONSTRUÇÃO em Santa Maria da Feira

Coreografia de Pedro Rosa 
Interpretação de um grupo de reclusas do estabelecimento especial de Santa Cruz do Bispo 
dias 19 e 20 de Julho, sexta-feira e sábado
21h30, nos Claustros do Convento dos Lóios - ENTRADA LIVRE!! 
Uma co-produção BCN com o Imaginarius | Festival Internacional de Teatro de Rua

Para garantir o seu lugar faça a reserva para bcnproducao@gmail.com ou pelo telefone 936222978.












6/27/2013

SERVIÇO EDUCATIVO | OFICINA DE DANÇA CONTEMPORÂNEA | NAS NUVENS







A sensação de estar num outro sítio que não é a terra.

Somos seres que não precisaram de modificar o seu corpo para voar, inventamos aviões! Não desenvolvemos barbatanas, criamos barcos.
Através da dança vamos trabalhar esta componente criativa da procura de soluções; procurar novas sensações e desta forma transformar. Vamos usar grandes quantidades de algodão, que será espalhado no chão, de modo a criar um ambiente propício a esta procura de um mundo diferente onde estar.

Cada workshop será composto por um aquecimento com alguns exercícios técnicos seguido de trabalho de improvisação, filmagem em vídeo e visionamento com comentários analíticos.


No final do período escolar será entregue a cada escola participante um DVD com o resumo dos trabalhos realizados pelas crianças.


De 24 a 2 de Julho 2013 vamos andar por estas escolas:


Escola EB 2  Arrifana

Escola EB 2  Lourosa
Escola EB 2 Cavaco
Escola EB 2 Milheirós
Escola EB 2 Canedo
Escola EB 2 Lobão
Escola EB 2 Fernando Pessoa
Escola EB 2 Argoncilhe


4/18/2013

4/09/2013

CONSTRUÇÃO, de Pedro Rosa

3/05/2013

A CONSTRUÇÃO de Pedro Rosa




Criação colectiva - projeto comunitário

Neste momento, o Ballet Contemporâneo do Norte ultrapassa um momento de viragem. No próximo ano, a companhia completa 20 anos de existência e por esse motivo sentimos a necessidade de criar um projecto ecléctico que abrisse o trabalho artístico à comunidade, através da integração de minorias sociais num espectáculo. 
Para concretizar este objectivo, foi escolhido um grupo de reclusas do estabelecimento prisional de Santa Cruz do Bispo, que integrará o elenco desta nova criação intitulada de “ A Construção”.

Como co-produtor do projecto está associado o Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua, cuja edição deste ano terá lugar entre os dias 24 e 26 de Maio e onde será apresentada a estreia do espectáculo – A Construção.



Encenação e composição | Pedro Rosa
Cenografia, direcção do atelier de construção | João Pedro Rodrigues
Coreografia, direcção do atelier de movimento | Flávio Rodrigues
Realização, Imagem e Edição | Nelson Castro e Sofia Afonso
Desenho de luz | João Teixeira
Pós-produção áudio e composição musical | Carlos Salgueiros

Coordenação geral | Susana Otero
Assistente de coordenação geral | Luís Carolino
Produção |  Joana Ferreira










 


10/14/2012

A NOTÍCIA DA MINHA MORTE FOI UM EXAGERO, de Susana Otero




  "A Notícia Da Minha Morte Foi Um Exagero" de Susana Otero - 15min/PT from Ballet Contemporâneo do Norte on Vimeo.


 
Ballet Contemporâneo do Norte (Northen Contemporary Ballet) is a portuguese contemporary dance company founded in 1995 by Elisa Worm and, currently, works and resides in Santa Maria da Feira, a town south of Oporto. The company has funding by the portuguese government and by the local City Hall.

“The reports of my death were greatly exaggerated” is the first long piece of Susana Otero, dancer with the company since 2002, and its artistic director since July 2011. The work was inspired in texts by the portuguese novelist José Cardoso Pires, especially “De Profundis – Valsa Lenta”, which the author wrote after recovering from a stroke that temporarily deprived him of his speach – a period he refers to has the “white death”.

In this piece Susana Otero makes an exercise in irony, reflecting on life and death, and  on contemporary dance itself and its power as an art form. Always with great tenderness towards the “creatures” that she sets on stage (two men and one woman), Susana Otero appels to a strong empathy from the audience – one sees this performance as if one is under the Sun: enjoying the warmness or coying away from the burn.

CONSPURCADOS, de Joclécio Azevedo


Sábado dia 27 de Outubro
21h30 
Casa das Artes de Felgueiras 


 “Conspurcados” lida com a noção da procura de emancipação ao domínio das aparências. Corpos conspurcados, corpos impuros, corpos abjectos, corpos na iminência de se deixarem consumir pela voracidade das imagens que produzem. Há talvez também algo de belo na atracção pelo excesso, pela procura de limites, pelo processo de interrogação daquilo que cada corpo projecta para o exterior, como se estivessem todos imersos num jogo de identidades deterioradas à procura de uma possível reconstituição. 

A possibilidade da escolha entre aceitar-se, rejeitar-se ou tornar-se indiferente a si próprio constitui o cerne desta espécie de jogo ou confronto entre interior e exterior, onde as possíveis fronteiras diluem-se na entrega do corpo ao acto de jogar e ao acto de interagir com os outros, com o espaço, com as imagens ou memórias despertadas.


No fundo o importante é tentar sobreviver ao jogo, reinscrever-se no mundo, recuperar o prazer de possuir um corpo, todo ele feito de dilemas.

Mais informações em Casa das Artes de Felgueiras


Fotografias de Andreas Dyrdal
Com: Pedro Rosa, Flávio Rodrigues e Susana Otero










5/03/2012

CONSPURCADOS, de Joclécio Azevedo









 

4/29/2012

REDE


Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea


Se existe o Dia Mundial da Dança é porque, mundialmente, a sua importância já foi reconhecida.

A dança sempre dialogou e se ladeou de outras formas de expressão artística acompanhando o pensamento e os movimentos de vanguarda.

A dança sempre teve a coragem de experienciar a teoria, de reconhecer filosofia no corpo, de encarnar pensamentos e de manifestar fisicamente aquilo que alguns apenas pensam.
Esta é a sua maior força e o seu maior obstáculo, tornar ideias realidade, num momento presencial, de exposição. Esta é também a sua essência política, ser linguagem e ser acção.

A dança em Portugal tem-se desenvolvido autonomamente, integrando a educação, a formação, a teorização e a criação de uma comunidade sólida que sabe o que procura e que sabe o que precisa. Uma comunidade politicamente madura que nunca se eximiu a completar aspectos fundamentais esquecidos ou ignorados pela iniciativa estatal e de criar um papel fundamental nas sociedades onde se insere.

A dança portuguesa conseguiu nos últimos 20 anos ganhar relevância no panorama nacional e internacional principalmente pela sua capacidade de se manter à cabeça da vanguarda europeia.

Pretendemos manter o que acreditamos ser a vocação artística na procura de linguagens próprias, de verdadeira inovação, no sentido de enveredar por caminhos ainda desconhecidos e por isso rejeitamos políticas culturais que demonstrem estratégias de dominar os seus processos, conteúdos e pluralidade limitando a diversidade de discursos e pensamentos.

A dança depende de uma comunidade saudável de artistas que possa continuar a explorar e a defendê-la dentro de uma sociedade que a legitime e  reconheça.

Uma sociedade minada pela desconfiança entre artistas, opinião pública e estado é uma sociedade dilacerada, fragmentada, sem força identitária  e sem força criativa.

Achamos perigoso que se substitua uma política cultural que, numa democracia, requer um profundo conhecimento do sector e diálogo com os seus principais agentes, por um programa de gestão alheio às suas reais necessidades.

A instrumentalização da arte é necessariamente um contra-senso, se esta deixa de ser livre deixa também de ser arte.

De uma vez por todas é preciso ter em mente que são os artistas contemporâneos que, em cada momento na vida das sociedades, constroem o património cultural do futuro.

É fundamental que os nossos dirigentes mudem de atitude face ao orçamento para a cultura: trata-se de um investimento de maior importância e não de um simples e evitável gasto.

Pode-se reduzir o movimento a uma equação matemática. Pode-se não reduzir o movimento a uma equação matemática.

Citando Susan Sontag: Uma obra de arte não é apenas sobre qualquer coisa; é qualquer coisa. Uma obra de arte é uma coisa do mundo, não apenas um texto ou um comentário sobre o mundo.

4/02/2012

PONTO AMARELO EM FUNDO NEGRO (COM OBSERVADOR), de Andreas Dyrdal

Auditório Balleteatro do Porto

 

13 de Abril 

21h30 

 Fotografia de Edgar Tavares

 

Ao criar uma obra de arte, envolvemo-nos essencialmente com processos que são destilações, complicações e substrações pessoais de contextos mais alargados, próprios de um determinado momento no tempo; ou, sucintamente,  decidimos o que incluir ou o que excluir de modo a justificar (para nós próprios) a existência da obra num determinado momento de uma janela temporal pessoal. 

Quando a obra é mostrada, encontramo-nos na situação de ser interpretados por indivíduos ou por grupos de pessoas; ser-nos-ão atribuídos significados, opiniões, emoções e formas que não são, necessariamente nossas. Algures entre estes estados (a criação e o consumo) reside, para mim a mudança, a mudança contextual.

O momento de mudança é o que me interessa, o momento em que algo pessoal se transforma em algo público e vice versa; o momento, quando o pessoal ou colectivo, está prestes a surgir em nós, ou a deixar de existir, devido a reorganizações de contexto pessoais ou colectivas .
Quero encontrar essa aresta, essa linha, e/ou esse equilíbrio, e criar, a partir daí, a possibilidade de me envolver com o momento de mudança a partir do interior. Envolver-me com a produção que constantemente pode surgir, e questionar o problema do consumo.

Perguntar o que motiva o quê numa obra?
A pessoa de um intérprete ou o entendimento colectivo?
Onde colocar a linha entre o pessoal e o colectivo?
Entre intérprete e público? Entre a obra e o exterior?
E perguntar o que acontece quando as coisas mudam?, quando a mudança se torna um fim em si mesma e não um resultado da produção.

Andreas Dyrdal
Setembro 2011


Concepção, direção e coreografia | Andreas Dyrdal
Interpretação e criação | Susana Otero, Sara Leite, Rui Marques e Flávio Rodrigues
Texto | Susana Otero, Sara Leite, Rui Marques e Flávio Rodrigues
Desenho de Luz | João Teixeira
Figurinos | Andreas Dyrdal
Produção | BCN









A NOTÍCIA DA MINHA MORTE FOI UM EXAGERO de Susana Otero

Dia 14 de Abril 

21h30



 Fotografia de Andreas Dyrdal

 

A frase, justamente adoptada como título deste primeiro trabalho de longa duração de Susana Otero, foi proferida por um jornalista quando entrevistado após ter sido largamente noticiada a sua morte...

Partindo de textos de José Cardoso Pires, De Profundis - Valsa Lenta, a qual foi escrita depois do seu autor ter sofrido um acidente vascular cerebral que o privou da memória entre outros problemas, e de Fumar ao espelho, um monólogo de caracter autobiográfico, Susana Otero faz um exercício cheio de ironia,  reflectindo sobre a vida e a morte – a morte branca como lhe chama José Cardoso Pires, e a outra, bem mais negra e mais abrangente -, e sobre a própria dança contemporânea e o seu poder enquanto arte performativa.
Sempre com um cuidado cheio de ternura pelas «criaturas» que põe em cena, Susana Otero faz apelo a uma empatia e cumplicidade por parte do público; o qual está, face a este espectáculo, como quem se expõe ao sol, gozando o seu calor aprazível ou sofrendo as queimaduras dos seus raios mais fortes.

Em palco dois homens e uma mulher, perdidos como só Godot à espera de si próprio (a referência Beckettiana faz aqui todo o sentido) o espectáculo desenrola-se entre a palavra - esse movimento da voz –, e a dança – essa voz do corpo -, entrelaçando-se, sem nunca se atropelarem nem invadirem, com um à vontade  alheio a quaisquer dogmas de cruzamento interdisciplinar ou a fenómenos de moda nos processos criativos, ilustrando, bem, o melhor de um certo exercício da contemporaneidade.

«E agora José?
...Você marcha José!
José, para onde?»

«José, ao espelho, encolhe os ombros.»

BCN, 2011


Concepção, direcção e coreografia | Susana Otero
Interpretação e criação | Sara Leite, Rui Marques e Flávio Rodrigues 
Música | Quarteto Dissonante, W. A. Mozart
Desenho de luz | João teixeira
Figurinos | Susana Otero /Luis Carolino
Produção | BCN

3/07/2012

Nova criação! CONSPURCADOS de Joclécio Azevedo

Iniciamos a nova criação do BCN encomendada a Joclécio Azevedo, vamos estrear no inicio de Julho!

                                                        Bem Vindos a Conspurcados!