5/03/2012
4/29/2012
REDE
Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea
A dança
sempre dialogou e se ladeou de outras formas de expressão artística
acompanhando o pensamento e os movimentos de vanguarda.
A dança
sempre teve a coragem de experienciar a teoria, de reconhecer filosofia no
corpo, de encarnar pensamentos e de manifestar fisicamente aquilo que alguns
apenas pensam.
Esta é
a sua maior força e o seu maior obstáculo, tornar ideias realidade, num momento
presencial, de exposição. Esta é também a sua essência política, ser linguagem
e ser acção.
A dança
em Portugal tem-se desenvolvido autonomamente, integrando a educação, a formação,
a teorização e a criação de uma comunidade sólida que sabe o que procura e que
sabe o que precisa. Uma comunidade politicamente madura que nunca se eximiu a
completar aspectos fundamentais esquecidos ou ignorados pela iniciativa estatal
e de criar um papel fundamental nas sociedades onde se insere.
A dança
portuguesa conseguiu nos últimos 20 anos ganhar relevância no panorama nacional
e internacional principalmente pela sua capacidade de se manter à cabeça da
vanguarda europeia.
Pretendemos manter o que
acreditamos ser a vocação artística na procura de linguagens próprias, de
verdadeira inovação, no sentido de enveredar por caminhos ainda desconhecidos e
por isso rejeitamos políticas culturais que demonstrem estratégias de dominar
os seus processos, conteúdos e pluralidade limitando a diversidade de discursos
e pensamentos.
A dança
depende de uma comunidade saudável de artistas que possa continuar a explorar e
a defendê-la dentro de uma sociedade que a legitime e reconheça.
Uma sociedade minada pela
desconfiança entre artistas, opinião pública e estado é uma sociedade dilacerada,
fragmentada, sem força identitária
e sem força criativa.
Achamos
perigoso que se substitua uma política cultural que, numa democracia, requer um
profundo conhecimento do sector e diálogo com os seus principais agentes, por
um programa de gestão alheio às suas reais necessidades.
A
instrumentalização da arte é necessariamente um contra-senso, se esta deixa de
ser livre deixa também de ser arte.
De uma
vez por todas é preciso ter em mente que são os artistas contemporâneos que, em
cada momento na vida das sociedades, constroem o património cultural do futuro.
É
fundamental que os nossos dirigentes mudem de atitude face ao orçamento para a
cultura: trata-se de um investimento de maior importância e não de um simples e
evitável gasto.
Pode-se
reduzir o movimento a uma equação matemática. Pode-se não reduzir o movimento a
uma equação matemática.
Citando
Susan Sontag: Uma obra de arte não é apenas sobre qualquer coisa; é qualquer coisa.
Uma obra de arte é uma coisa do mundo, não apenas um texto ou um comentário
sobre o mundo.
4/24/2012
4/18/2012
4/03/2012
4/02/2012
PONTO AMARELO EM FUNDO NEGRO (COM OBSERVADOR), de Andreas Dyrdal
Auditório Balleteatro do Porto
13 de Abril
21h30
Fotografia de Edgar Tavares
Ao criar uma obra de arte, envolvemo-nos essencialmente
com processos que são destilações, complicações e substrações pessoais de
contextos mais alargados, próprios de um determinado momento no tempo; ou, sucintamente, decidimos o que incluir ou o que
excluir de modo a justificar (para nós próprios) a existência da obra num
determinado momento de uma janela temporal pessoal.
Quando a obra é mostrada, encontramo-nos na situação de
ser interpretados por indivíduos ou por grupos de pessoas; ser-nos-ão
atribuídos significados, opiniões, emoções e formas que não são,
necessariamente nossas. Algures entre estes estados (a criação e o consumo)
reside, para mim a mudança, a mudança contextual.
O momento de mudança é o que me interessa, o momento em
que algo pessoal se transforma em algo público e vice versa; o momento, quando
o pessoal ou colectivo, está prestes a surgir em nós, ou a deixar de existir,
devido a reorganizações de contexto pessoais ou colectivas .
Quero encontrar essa aresta, essa linha, e/ou esse
equilíbrio, e criar, a partir daí, a possibilidade de me envolver com o momento
de mudança a partir do interior. Envolver-me com a produção que constantemente
pode surgir, e questionar o problema do consumo.
Perguntar o que motiva o quê numa obra?
A pessoa de um intérprete ou o entendimento colectivo?
Onde colocar a linha entre o pessoal e o colectivo?
Entre intérprete e público? Entre a obra e o exterior?
E perguntar o que acontece quando as coisas mudam?, quando
a mudança se torna um fim em si mesma e não um resultado da produção.
Andreas Dyrdal
Setembro 2011
Concepção, direção e coreografia | Andreas Dyrdal
Interpretação e criação | Susana Otero, Sara Leite, Rui
Marques e Flávio Rodrigues
Texto | Susana Otero, Sara Leite, Rui Marques e Flávio
Rodrigues
Desenho de Luz | João Teixeira
Figurinos | Andreas Dyrdal
Produção | BCN
A NOTÍCIA DA MINHA MORTE FOI UM EXAGERO de Susana Otero
Dia 14 de Abril
21h30
Fotografia de Andreas Dyrdal
A frase, justamente adoptada como título deste primeiro trabalho de longa duração de Susana Otero, foi proferida por um jornalista quando entrevistado após ter sido largamente noticiada a sua morte...
Partindo de textos de José Cardoso Pires, De Profundis - Valsa Lenta, a qual foi escrita depois do seu autor ter sofrido um acidente vascular cerebral que o privou da memória entre outros problemas, e de Fumar ao espelho, um monólogo de caracter autobiográfico, Susana Otero faz um exercício cheio de ironia, reflectindo sobre a vida e a morte – a morte branca como lhe chama José Cardoso Pires, e a outra, bem mais negra e mais abrangente -, e sobre a própria dança contemporânea e o seu poder enquanto arte performativa.
Sempre com um cuidado cheio de ternura pelas «criaturas» que põe em cena, Susana Otero faz apelo a uma empatia e cumplicidade por parte do público; o qual está, face a este espectáculo, como quem se expõe ao sol, gozando o seu calor aprazível ou sofrendo as queimaduras dos seus raios mais fortes.
Em palco dois homens e uma mulher, perdidos como só Godot à espera de si próprio (a referência Beckettiana faz aqui todo o sentido) o espectáculo desenrola-se entre a palavra - esse movimento da voz –, e a dança – essa voz do corpo -, entrelaçando-se, sem nunca se atropelarem nem invadirem, com um à vontade alheio a quaisquer dogmas de cruzamento interdisciplinar ou a fenómenos de moda nos processos criativos, ilustrando, bem, o melhor de um certo exercício da contemporaneidade.
«E agora José?
...Você marcha José!
José, para onde?»
«José, ao espelho, encolhe os ombros.»
BCN, 2011
BCN, 2011
Concepção, direcção e coreografia | Susana Otero
Interpretação e criação | Sara Leite, Rui Marques e Flávio Rodrigues
Música | Quarteto Dissonante, W. A. Mozart
Desenho de luz | João teixeira
Figurinos | Susana Otero /Luis Carolino
Produção | BCN
3/07/2012
Nova criação! CONSPURCADOS de Joclécio Azevedo
Iniciamos a nova criação do BCN encomendada a Joclécio Azevedo, vamos estrear no inicio de Julho!
Bem Vindos a Conspurcados!
Bem Vindos a Conspurcados!
3/05/2012
1/30/2012
1/09/2012
PONTO AMARELO EM FUNDO NEGRO (COM OBSERVADOR) de Andreas Dyrdal
Ao criar uma obra de arte, envolvemo-nos essencialmente com processos que são destilações, complicações e substrações pessoais de contextos mais alargados, próprios de um determinado momento no tempo; ou, sucintamente, decidimos o que incluir ou o que excluir de modo a justificar (para nós próprios) a existência da obra num determinado momento de uma janela temporal pessoal.
Quando a obra é mostrada, encontramo-nos na situação de ser interpretados por indivíduos ou por grupos de pessoas; ser-nos-ão atribuídos significados, opiniões, emoções e formas que não são, necessariamente nossas. Algures entre estes estados (a criação e o consumo) reside, para mim a mudança, a mudança contextual.
O momento de mudança é o que me interessa, o momento em que algo pessoal se transforma em algo público e vice versa; o momento, quando o pessoal ou colectivo, está prestes a surgir em nós, ou a deixar de existir, devido a reorganizações de contexto pessoais ou colectivas .
Quero encontrar essa aresta, essa linha, e/ou esse equilíbrio, e criar, a partir daí, a possibilidade de me envolver com o momento de mudança a partir do interior. Envolver-me com a produção que constantemente pode surgir, e questionar o problema do consumo.
Perguntar o que motiva o quê numa obra?
A pessoa de um intérprete ou o entendimento colectivo?
Onde colocar a linha entre o pessoal e o colectivo?
Entre intérprete e público? Entre a obra e o exterior?
E perguntar o que acontece quando as coisas mudam?, quando a mudança se torna um fim em si mesma e não um resultado da produção.
Andreas Dyrdal
Setembro 2011
Mais info: www.efemero.pt/
11/22/2011
A NOTÍCIA DA MINHA MORTE FOI UM EXAGERO, de Susana Otero
Fotografia de Andreas Dyrdal
Auditório de Espinho
2 de Dezembro, Sexta-feira
21:30
7 euros (maiores de 65 e menores de 25 anos: 5 euros)
m/6
Partindo de textos de José Cardoso Pires, De Profundis – Valsa Lenta, a qual foi escrita depois do seu autor ter sofrido um acidente vascular cerebral que o privou da memória entre outros problemas, e de Fumar ao espelho, um monólogo de carácter autobiográfico, Susana Otero faz um exercício cheio de ironia, reflectindo sobre a vida e a morte – a morte branca como lhe chama José Cardoso Pires, e a outra, bem mais negra e mais abrangente -, e sobre a própria dança contemporânea e o seu poder enquanto arte performativa. Sempre com um cuidado cheio de ternura pelas «criaturas» que põe em cena, Susana Otero faz apelo a uma empatia e cumplicidade por parte do público; o qual está, face a este espectáculo, como quem se expõe ao sol, gozando o seu calor aprazível ou sofrendo as queimaduras dos seus raios mais fortes.
11/17/2011
11/09/2011
PONTO AMARELO EM FUNDO NEGRO (COM OBSERVADOR)
ESTREIA dia 17, 18 e 19
Cine Teatro António Lamoso
Santa Maria da Feira
Reservas: 933430917 / 963916977
Cine Teatro António Lamoso
Santa Maria da Feira
Reservas: 933430917 / 963916977
Ao criar uma obra de arte, envolvemo-nos essencialmente com processos que são destilações, complicações e substrações pessoais de contextos mais alargados, próprios de um determinado momento no tempo; ou, sucintamente, decidimos o que incluir ou o que excluir de modo a justificar (para nós próprios) a existência da obra num determinado momento de uma janela temporal pessoal.
Quando a obra é mostrada, encontramo-nos na situação de ser interpretados por indivíduos ou por grupos de pessoas; ser-nos-ão atribuídos significados, opiniões, emoções e formas que não são, necessariamente nossas. Algures entre estes estados (a criação e o consumo) reside, para mim a mudança, a mudança contextual.
O momento de mudança é o que me interessa, o momento em que algo pessoal se transforma em algo público e vice versa; o momento, quando o pessoal ou colectivo, está prestes a surgir em nós, ou a deixar de existir, devido a reorganizações de contexto pessoais ou colectivas .
Quero encontrar essa aresta, essa linha, e/ou esse equilíbrio, e criar, a partir daí, a possibilidade de me envolver com o momento de mudança a partir do interior. Envolver-me com a produção que constantemente pode surgir, e questionar o problema do consumo.
Perguntar o que motiva o quê numa obra?
A pessoa de um intérprete ou o entendimento colectivo?
Onde colocar a linha entre o pessoal e o colectivo?
Entre intérprete e público? Entre a obra e o exterior?
E perguntar o que acontece quando as coisas mudam?, quando a mudança se torna um fim em si mesma e não um resultado da produção.
Andreas Dyrdal
Setembro 2011
Concepção, direção e coreografia | Andreas Dyrdal
Interpretação e criação | Susana Otero, Sara Leite, Rui Marques e Flávio Rodrigues
Texto | Susana Otero, Sara Leite, Rui Marques e Flávio Rodrigues
Desenho de Luzes | João Teixeira
Figurinos | Andreas Dyrdal
Produção | BCN
8/19/2011
8/02/2011
7/20/2011
A NOTÍCIA DA MINHA MORTE FOI UM EXAGERO de Susana Otero
Festival Oceanos
Lisboa
Dia 11 de Agosto
21h00
Museu das Comunicações, inserido no Festival dos Oceanos
ENTRADA LIVRE
A Notícia da minha morte foi um exagero, de Susana Otero
Intérpretes: Flávio Rodrigues, Rui Marques e Andreas Myrdal.
mais info aqui
Lisboa
Dia 11 de Agosto
21h00
Museu das Comunicações, inserido no Festival dos Oceanos
ENTRADA LIVRE
A Notícia da minha morte foi um exagero, de Susana Otero
Intérpretes: Flávio Rodrigues, Rui Marques e Andreas Myrdal.
mais info aqui
7/11/2011
FLYING LOW com Cristina Planas Leitão
O BCN vai realizar um workshop de Flying Low com Cristina Planas Leitão de 4 a 8 de Julho. Este Workshop será aberto aos profissionais e alunos avançados que estejam interessados em aprender esta técnica. O preço é simbólico e as vagas limitadas. A inscrição será efectivada depois do pagamento.
De 4 a 8 de julho
10h00 às 12h30
Cine Teatro António Lamoso
Santa Maria da Feira.
10h00 às 12h30
Cine Teatro António Lamoso
Santa Maria da Feira.
Preço 25€
Inscrições: bcnproducao@gmail.com
Flying-Low – Aula de Técnica de Dança Contemporânea
Na aula técnica incorporo e partilho o meu conhecimento de ‘Flying-Low’ de David Zambrano adaptando-a às minhas próprias visões artísticas e necessidades da turma. A técnica foca-se sobretudo na relação do intérprete/ bailarino com o chão/ terra. Utiliza padrões de movimento simples que envolvem a respiração, velocidade e a liberação de energia através do corpo de forma a activar a relação do centro com as articulações, e proporcionando uma maior eficiência no movimento dentro e fora do chão. São explorados diversos estados de consistência corpórea e densidade do espaço. O material desafia cada participante a descobrir algumas das leis primárias da física como por exemplo: coesão e expansão.
7/06/2011
SERVIÇO EDUCATIVO
A equipa do BCN está a elaborar o Workshop nas escolas da cidade de Santa Maria da Feira até dia 8 de Julho. Este ano foram as seguintes escolas:
EB1 Chão do Rio - 2 sessões de 2h30 cada
EB23 Fernando Pessoa - 4 sessões de 2h30 cada
EB23 Milheirós de Poiares - 2 sessões de 2h30 cada
EB23 de Cavaco -1 sessão 2h30
EB23 de Argoncilhe - 2 sessões de 2h30 cada
6/07/2011
FLYING LOW com Cristina Planas Leitão
O BCN vai realizar um workshop de Flying Low com Cristina Planas Leitão de 4 a 8 de Julho. Este Workshop será aberto aos profissionais e alunos avançados que estejam interessados em aprender esta técnica. O preço é simbólico e as vagas limitadas. A inscrição será efectivada depois do pagamento.
De 4 a 8 de julho das 10h00 às 12h30 no Cine Teatro António Lamoso_ Santa Maria da Feira.
Preço 25 euros
Inscrições: bcnproducao@gmail.com
Flying-Low – Aula de Técnica de Dança Contemporânea
Na aula técnica incorporo e partilho o meu conhecimento de ‘Flying-Low’ de David Zambrano adaptando-a às minhas próprias visões artísticas e necessidades da turma. A técnica foca-se sobretudo na relação do intérprete/ bailarino com o chão/ terra. Utiliza padrões de movimento simples que envolvem a respiração, velocidade e a liberação de energia através do corpo de forma a activar a relação do centro com as articulações, e proporcionando uma maior eficiência no movimento dentro e fora do chão. São explorados diversos estados de consistência corpórea e densidade do espaço. O material desafia cada participante a descobrir algumas das leis primárias da física como por exemplo: coesão e expansão.
Alguns princípios básicos da técnica:
Primeiro que tudo, é pedido aos estudantes que leiam o seu corpo na posição vertical, sendo incentivados a conectar o corpo inteiro com o ambiente que os rodeia: o ar, o chão e a energia dos outros, estabelecendo imediatamente interconexões invisíveis. Quando estamos de pé, toda a sala está de pé. Desde então passamos a ser capazes de andar, correr e passar entre os outros, aprendendo como dissolver uns corpos nos outros e como entrar e sair do chão usando infinitas possibilidades de espirais, que na verdade já existem no espaço – nós somente as temos que descobrir. A aula propaga-se através de toda a sala, de um lado para o outro lado. Quando nos movemos, toda a sala se move connosco.
Braços, pernas, mãos, dedos, cotovelos, joelhos e pés, tornam-se extensões do centro. Dá-se atenção especial às extremidades como indicadoras de direcção, propondo uma maior consciência e clareza do movimento.
Uma das premissas mais importantes da técnica é: “Eu sou espaço, logo eu sou a sala”. Esta ideia tão simples torna o movimento muito mais fácil (p. ex. Em vez de pensar que tenho que descer em direcção ao chão, penso que toda a sala desce comigo).
Cada sequência desafia o estudante a recolher e a enviar todas as suas energias com todo o corpo, fazendo passar o movimento no seu interior, sem esquecer nenhuma parte, focando-se em estados e no atravessar trajectos em vez da execução de formas pré-estabelecidas.
A técnica estimula o pensamento/acção de como é possível comandar o corpo com todos os seus poderes sendo este uma ferramenta de tudo aquilo a que chamamos Nós próprios.
Links relacionados com a aula: http://vimeo.com/10592618
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